11 de fevereiro de 2021 às 10h54min - Por Mário Flávio


Autor da denúncia de compra suspeita de respiradores pulmonares para a Covid_19 pela Prefeitura do Recife, o ex-ministro, Mendonça Filho, afirmou que o indiciamento do ex-secretário de saúde, Jailson de Barros Correia, e assessores do ex-prefeito Geraldo Júlio comprova a sua denúncia de que a gestão Geraldo Júlio fez mal uso de recursos públicos para atendimento de pacientes com Covid_19.

“O ex-prefeito continua num silêncio ensurdecedor. Ignorou as operações da Polícia Federal na sede da Prefeitura, escondeu-se na campanha eleitoral e saiu direto da Prefeitura para uma secretaria estadual. Vai continuar mudo, mesmo com assessores muito próximos indiciados pela PF?”, questionou. O ex-ministro considera um desrespeito com as pessoas que morreram por falta de atendimento e com seus familiares a postura do PSB.

Mendonça Filho denunciou, em maio do ano passado, ao Ministério Público Federal, a CGU, ao TCU, ao TCE e ao Ministério Público Estadual a compra de 500 ventiladores pulmonares pela Prefeitura do Recife para uso de pacientes com a Covid_19 a uma empresa veterinária de fundo de quintal, não especializada, e num processo nebuloso. Na época, Mendonça afirmou que seria no mínimo suspeito uma compra no valor de R$ 11 milhões de respiradores sem aval da Anvisa e só testados em porcos e num processo com indícios concretos de práticas de atos ilegais. Dos três assessores do ex-prefeitos indiciados hoje pela Polícia Federal, uma continuou trabalhando com o prefeito João Campos até ontem.

“É incrível o cinismo do PSB. De forma sorrateira, o prefeito João Campos exonerou ontem quatro gerentes da Secretaria de Saúde investigados pelo Tribunal de Contas do Estado por indícios de irregularidades em contratações e compras para a Covid_19 na gestão Geraldo Júlio. Uma delas indiciada hoje pela PF. “Numa gestão séria, esses servidores teriam sido exonerados quando houve a denúncia, ainda por Geraldo Júlio”, afirmou. Mendonça cobrou do prefeito atual o fato de ter escondido Geraldo Júlio, o seu padrinho político, na campanha, ter mantido servidores investigados por desvios com recursos da Covid_19 e só exonerá-los um dia antes da Polícia Federal confirmar indiciamento de servidores envolvidos em denúncias.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro