23 de julho de 2013 às 11h25min - Por Mário Flávio

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O entrevistado do programa Conteúdo na segunda-feira (22) foi o Secretário de Relações Institucionais da Prefeitura de Caruaru, Marco Casé, também diretor da Ceaca, gerente regional da Fiepe e presidente do PTB em Caruaru. Em pauta, a relação entre a atual os vereadores e o prefeito Zé Queiroz, já que entre alguns membros da base do governo há reclamações de desarticulação.

Recentemente, por exemplo, durante visita a possíveis locais de transferência da Feira da Sulanca, vereadores da base chegaram a dizer que prefeito teria ligado para eles, questionando o porquê de acompanharem uma comitiva liderada pelo líder da oposição, Val (DEM), o que apontaria a falta de comunicação no grupo. No entanto, Marco negou isso. “Eu desconheço que o prefeito tenha ligado cobrando porque os vereadores foram para a visita. Não é o perfil dele fazer essa interferência. Na verdade, é meu papel dialogar essas questões com eles”, explicou.

No que se refere aos recentes problemas de articulação na Câmara, a exemplo da votação do projeto que atualizaria o Projeto dos Transportes Coletivos em Caruaru, quando não houve consenso entre vereadores da base e o projeto acabou rejeitado, Marco avaliou que existe a busca de entendimento entre a bancada para evitar atropelos. “Na verdade, há essas situações, como o projeto dos Transportes, que colocou em dúvida a fidelidade da base, mas temos buscado entendimento com o líder da base, Dr. Demóstenes, e com o próprio vice-líder, Ricardo Liberato, que tomou algumas atitudes por conta própria em reuniões recentes, como é o caso de quando tentou colocar um requerimento verbal para analisar previamente apresentações em datashow“, acrescentou.

Ainda assim, ele não concorda que exista crise na relação da base com o Executivo, mesmo que o projeto dos Transportes representasse uma exigência do Ministério Público e, todavia, tenha sido barrado na Casa. Na verdade, Marco acredita que o principal problema da relação com vereadores sejam os costumeiros pedidos de emprego. “Não diria crise, temos um bom relacionamento com os vereadores. Algumas solicitações podemos conseguir, outras não, pois fica além das demandas da prefeitura. Com 23 vereadores, há um aumento das demandas e a principal é o pedido de emprego. Os vereadores novos vieram com a expectativa de colocar seus aliados na folha da prefeitura, mas não temos condições de incluir todas essas pessoas, embora faltem funcionários em determinados setores, mas em um momento em que estamos no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, não há como colocar essas pessoas. O repasse do FPM para este mês, por exemplo, caiu mais de 50%”, argumentou.

Por outro lado, as reclamações de desarticulação na base, apartes constantes entre vereadores e situações de quase “vias de fato”, como ocorreu entre Jajá (PPS) e Romildo Oscar (PTN), levam Marco a crer que a atual legislatura está conseguindo ser mais problemática do que na época em que o próprio secretário também foi legislador, em um período delicado, quando o presidente da Câmara era Neguinho Teixeira, o qual foi denunciado por uma série de irregularidades posteriormente quando assumiu a prefeitura de Caruaru em 2007. “Com certeza, quando eclodiu aquele problema, já estávamos em 3 anos de Legislatura, mas nessa situação temos apenas 6 meses de mandatos dos vereadores”, completou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro