14 de março de 2012 às 07h30min - Por Mário Flávio

Leia a nota encaminhada pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) a respeito da lotação nas unidades de atendimento hospitalar:

NOTA

O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) vem a público denunciar o caos das maternidades, com a crise materno-infantil. Serviços de saúde superlotados, profissionais sobrecarregados em seus locais de trabalho, gestantes internadas de forma improvisada (cadeiras e leitos sucateados em blocos cirúrgicos), risco aumentado de infecção e outras complicações maternas e neonatais.

Há pouco mais de um ano, alertamos as autoridades estaduais para o cenário de crise e a proporção que poderia alcançar, caso não houvesse um plano de ação urgente. Naquele momento já sinalizávamos a necessidade dos municípios assumirem os partos de baixo risco de suas gestantes, através de serviços materno-infantis territorializados e hierarquizados, como também a inevitável abertura dos serviços fechados para reforma sem prazo de conclusão.

Exigíamos a abertura de novos leitos de alto risco (UTIs maternas, UTIs e UCIs neonatais), além de equipes médicas bem dimensionadas, com a nomeação de médicos concursados e a realização de novos concursos públicos no Estado e Municípios, inclusive o financiamento tripartite. Todo este processo foi realizado em audiências públicas do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

No entanto, a inércia quanto as ações concretas, por parte da gestão estadual da saúde e dos municípios integrantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) têm ocasionado grande turbulência entre os profissionais médicos que exercem hoje sua profissão, com muito estresse e, sobretudo, enorme violência contra a mulher que vitimizada pelas dificuldades existentes na assistência, sofre junto com os médicos/médicas as consequências dessa inércia e descaso para com a saúde pública.

Março de 2012
A Diretoria do Simepe


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro