14 de maio de 2012 às 16h28min - Por Mário Flávio

 

As mulheres que tiveram filho em Pernambuco nos meses de março e abril utilizando o serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão avaliar a qualidade atendimento. A iniciativa faz parte da Ouvidoria Rede Cegonha que ligará para as cerca de 75 mil mulheres já inscritas no sistema. Em Pernambuco, 3.404 mil mulheres estão cadastradas para receber a ligação, o que corresponde a 4,52% do total registrado. A ação é inédita e faz parte da estratégia da Rede Cegonha, lançada ano passado pelo Governo Federal.

 

Na última quinta-feira (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou o primeiro telefonema pelo novo canal de comunicação do ministério com a população. Na conversa, a entrevistada responderá a um questionário com perguntas que vão desde a descoberta da gravidez até o parto, além do acompanhamento médico da criança até os dois anos.
O ministro Alexandre Padilha explicou a importância da Ouvidoria Rede Cegonha para o trabalho desenvolvido pelo ministério. “Essa ligação é para ouvir diretamente da gestante se foi oferecido para ela o direito ao acompanhante, se ela foi desrespeitada em algum momento no atendimento, para premiar os hospitais que estão atendendo bem, com qualidade, identificar onde precisamos melhorar e punir se tiver algum tipo de irregularidade”, afirmou.
O novo serviço da ouvidoria geral do SUS funcionará com uma equipe de 40 pessoas, divididas em dois turnos, que funcionará das 8h às 20h. A região com o maior número de cadastros é a Sudeste (55,65%), seguido da Nordeste (19,38%), Sul (16,78%), Norte (5,91%) e Centro-Oeste (2,28%).
Os números dos telefones serão obtidos nos formulários de Autorização para Internação Hospitalar (AIH), instrumento utilizado pelo Ministério da Saúde para avaliar as ações e serviços do SUS. A AIH, preenchida pelos profissionais de saúde no momento da internação, é ferramenta essencial para a gestão dos hospitais e controle de gastos públicos e integra o Sistema de Informação Hospitalar (SIH/SUS), que fornece os dados de quais e quantos procedimentos hospitalares foram realizados, além dos recursos repassados aos estados e municípios para pagamento ao hospital, com regras e critérios pactuados.
Além da avaliação do atendimento às gestantes, a inclusão do campo TELEFONE na AIH possibilitará o aperfeiçoamento na identificação dos usuários, ajudando o Ministério da Saúde a monitorar os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. O ministro reforçou a importância de que as gestantes mantenham seu cadastro sempre atualizado. “O ministério estabeleceu uma norma onde todo o hospital tem que registrar o endereço e o telefone do paciente na ficha de internação, então é importante que os dados informados no momento do preenchimento da ficha de internação e AIH estejam corretos”, ressaltou.

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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro