10 de novembro de 2016 às 19h42min - Por Mário Flávio


O líder do Governo na Assembleia Legislativa, Waldemar Borges (PSB), disse que estranha a atitude da oposição na Casa de convocar uma coletiva de imprensa para falar sobre o aumento do número de homicídios em Pernambuco, apenas um dia depois de aprovarem, em comum acordo, um requerimento para a realização de uma audiência pública sobre o Pacto Pela Vida. “Estranho essa posição da oposição quando na terça-feira (08.11) aprovamos, conjuntamente, um requerimento, em nome de toda a Casa, para realizarmos, como de costume, um debate de avaliação do PPV. Esse comportamento, de vir a público como se isso fosse coisa extraordinária e uma preocupação exclusiva da oposição, já revela que a intenção não é efetivamente a de contribuir com a solução de nada, mas sim de querer faturar encima das dificuldades da população”, dispara.

O deputado alerta que ninguém no Governo nega que os números são duros. “Não escondemos nenhuma parte dessa difícil realidade, como faz a oposição quando tenta desvincular a questão da violência do contexto da crise econômica, como se uma não fosse consequência direta da outra, seja pelo aumento do desemprego, seja pelo profundo processo de desfinanciamento do estado brasileiro”, diz. Mas Borges destaque que eles seriam muito piores se não tivéssemos o Pacto Pela Vida.

Ele ressalta também que ainda ontem (09.11) houve, como regularmente ocorre todo mês, uma reunião de acompanhamento do Pacto, presidida pelo governador do estado e contando com a presença de representantes de diversos segmentos da sociedade que de alguma forma estão vinculados ao tema. Ontem, especificamente, estavam lá o presidente do Poder Judiciário, o Procurado Geral do Ministério Público, além de diversos desembargadores e promotores públicos. “A oposição diz que vai procurar esses órgãos para discutir o PPV, o que mostra uma grande desinformação sobre a atuação do programa. Esses órgãos já participam e discutem o PPV desde que o programa foi criado”, informa.

Borges lembra ainda que essas reuniões estão abertas à participação da oposição, desde que ela se prontifique a fazer alguma sugestão objetiva para melhor enfrentarmos o problema e não ficar apenas transformando em objeto de luta política uma questão tão grave como essa. “Na verdade, a oposição nunca se conformou com o êxito do Pacto e agora que a situação da violência efetivamente recrudesceu, ela mais uma vez aponta o dedo para acusar, mas o recolhe na hora de sugerir caminhos efetivos de superação do problema. Ou, quando o faz, apela para a pirotecnia mais elementar, como é essa sugestão de chamar a Guarda Nacional.

“Em relação a isso, o parlamentar adianta que no último dia 07 de novembro, o governador Paulo Câmara e o secretário de Defesa Social, Ângelo Gioia, enviaram um ofício à Secretaria Nacional de Segurança Pública, ligado ao Ministério da Justiça e Cidadania, solicitando a devolução a Pernambuco de 80 policiais cedidos à Força Nacional. “Se efetivamente a oposição quisesse contribuir, deveria pressionar junto conosco o Governo Federal para que ele fizesse a parte dele, devolvendo os policiais de Pernambuco, cuidando das fronteiras, evitando o contrabando de armas e drogas, controlando a venda de explosivos e devolvendo o dinheiro dos contribuintes pernambucanos para que pudéssemos fortalecer o nosso orçamento para a área”, enfatiza.

“Na verdade, alguns setores dessa heterogênea oposição esteve no Governo Federal nos últimos anos e nada propuseram em termos de enfrentamento do problema da violência. Preferem ficar usando o problema na tentativa de tirar proveito político, ao invés de contribuir com a sua solução. Acontece que a população sabe identificar perfeitamente esse tipo de postura, daí o pífio resultado eleitoral que essa oposição colheu nas urnas”, conclui.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro