30 de novembro de 2017 às 06h07min - Por Mário Flávio

O empresário Joesley Batista se recusou a responder às perguntas dos deputados e senadores da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS e da CPI do BNDES do Senado, durante aproximadamente quatro horas. Esse silêncio já era esperado, afinal, os advogados dele mandaram um ofício à CPMI, no dia 22 de novembro, última quarta-feira, dizendo que ele não iria falar nada durante a reunião.

Ele e o irmão, Wesley Batista, são suspeitos de usarem informações privilegiadas para ter lucro com a compra de dólares e com venda de ações da própria JBS antes da divulgação do acordo de colaboração que fizeram com o Ministério Público. Além dos dois irmãos, o ex-diretor da JBS Ricardo Saud também perdeu os benefícios da delação, depois de terem sido acusados de omitir informações ao Ministério Público.

Joesley Batista não respondeu as perguntas sobre o ex-procurador Marcelo Miller, que deixou o Ministério Público para advogar para a JBS e sobre como foi feito o acordo de colaboração. Ele também não respondeu sobre o pagamento de propina para agentes políticos em troca de financiamentos do BNDES, que foi um crime que ele já havia confessado em outra delação.


Comentários


...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro