2 de agosto de 2012 às 08h30min - Por Mário Flávio

Terá início, nesta sexta-feira (3), no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), a primeira experiência do Curso Pré-Acadêmico de Acesso à Pós-Graduação (Pré-Pós) da UFPE, dirigida a estudantes de origem popular (EOPs), negros e indígenas, residentes nas regiões Norte ou Nordeste e vindos de famílias carentes. Na turma que se inicia esta semana, os povos indígenas serão representados por cinco etnias Fulni-Ô, Pankaiwka, Pankararu, Truká e Xukuru. Entre as disciplinas ofertadas estão Metodologia Científica e Inglês instrumental, com aulas até 24 de novembro e carga horária de 150 horas/aula.

A Pré-Pós tem como objetivo preparar estudantes, em situações historicamente vulneráveis, para participar de seleção em cursos de Pós-Graduação nas diversas áreas de conhecimento das Universidades Públicas. A iniciativa tem como foco a democratização do acesso aos cursos strictu sensu, na modalidade mestrado.

Atualmente a UFPE desenvolve uma política de fortalecimento das ações afirmativas, através do oferecimento de mais oportunidades de acesso ao ensino superior público e de qualidade, para aqueles que encontrariam dificuldades, caso iniciativas como estas não existissem.

“A Universidade reafirma seu compromisso social, principalmente considerando as classes populares, em relação ao acesso daquelas pessoas oriundas de escolas públicas”, diz o Pró-Reitor de Extensão e Coordenador Institucional do Pré-Pós, Edilson Fernandes, lembrando que a abertura do curso aumenta as chances de ingresso na pós-graduação a um grupo de pessoas cuja inclusão social deve ser reparada pelo Estado Brasileiro.

O Pré-Pós é fruto de parceria entre a UFPE, Fundação Carlos Chagas e Fundação Ford através do “Concurso de Dotações para Formação Pré-Acadêmica: equidade na pós-graduação”, que dá apoio financeiro às instituições comprometidas com a inclusão social no ambiente acadêmico.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro