23 de novembro de 2017 às 13h16min - Por Mário Flávio

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A inflação apresentou mais um sinal de estabilização. Pelo menos é o que aponta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA 15, divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (23). De acordo com o levantamento, o acumulado do ano está em 2,58%, bem abaixo dos 6,38% que foram registrados no mesmo período do ano passado. Segundo o IBGE, esse é o menor acumulado para o mês de novembro desde 1998, quando registrou 1,52%.

A energia elétrica, que apresentou uma variação de 4,42%, foi o item que causou o maior impacto individual no setor de habitação, que aumentou 1,33%. O segmento teve o maior crescimento entre as nove categorias analisadas para o cálculo do IPCA-15. Já o setor de Alimentação e Bebidas foi um dos que apresentou maior deflação, com uma queda de 0,25%.

O economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), César Bergo, analisa os números apresentados pelo IBGE e afirma que a inflação é o pior imposto que tem para a população.

“A inflação decrescente, como estão apontando os dados, isso é bom, porque ou aumenta ou mantém a renda do consumidor. Depende do tipo de consumo.”

No entanto, Bergo ressalta que apesar do resultado positivo, a situação econômica ainda pode melhorar.

“O que está segurando a inflação é um pouco da recessão, a questão dos alimentos. Então as pessoas ainda estão freando o consumo.”

Na análise por município, apenas Goiânia e São Paulo apresentaram um índice maior que a média nacional, com 1,62% e 0,44%, respectivamente. Já Fortaleza e Salvador apresentaram as maiores quedas.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro