2 de março de 2016 às 08h35min - Por Mário Flávio

Humberto Costa no Senado

Desmentindo as versões divulgadas pelos críticos do PT, o senador Humberto Costa (PE), disse no Senado nesta terça-feira (1) que a troca de José Eduardo Cardoso por Wellington César no Ministério da Justiça não provocará nenhuma mudança no trabalho de investigação da Polícia Federal.

Segundo ele, a PF continuará trabalhando com independência e livre de “quaisquer interferências” do Poder Executivo. “Todos fiquem tranquilos porque não há ações administrativas que ponham rédeas ou freios em atividades legais em curso, quaisquer que sejam elas. As pessoas passam e as instituições ficam”, disse o líder do governo no Senado.

Garantiu também que “tudo seguirá funcionando da forma livre e independente, como sempre funcionou, porque não são e nunca foram práticas do nosso governo engavetar processos, desrespeitar ou amordaçar órgãos de qualquer natureza”.

Foi uma referência indireta ao procurador geral da República no governo de FHC, o pernambucano Geraldo Brindeiro, apelidado pela imprensa de “engavetador geral” porque nunca denunciou nenhum membro do governo do tucano.

Humberto Costa disse também que o PT está legitimado para divergir de algumas propostas feitas pela presidente Dilma Rousseff, acrescentando ser papel do partido “chamar o governo àquilo que acredita, da mesma forma que o Palácio do Planalto não pode se fechar às discussões com a sigla”.

Se for para fazer reformas, disse ele, a presidente Dilma Rousseff “tem de aprofundar o diálogo com todos os setores, agentes políticos e sociais, para melhorar a interlocução e criar uma agenda plural, construída por várias mãos”.

“Os desfavorecidos são os que mais sofrem nesse processo de crise e, ao mesmo tempo em que trabalhamos num ajuste fiscal que consolide os pilares da nossa economia, não podemos deixar de pensar em políticas que resguardem essas parcelas”, acrescentou.

Essa última parte do discurso foi encarada como um recado do ex-presidente Lula à sua sucessora, que está cada vez mais distante do partido, e vice-versa.


Comentários



...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro