23 de maio de 2018 às 17h22min - Por Mário Flávio

Em sabatina realizada por jornalistas da Folha de S. Paulo, UOL e SBT nesta quarta-feira (23), o pré-candidato ao Planalto Geraldo Alckmin, do PSDB, afirmou que “quem assumir o governo vai enfrentar um grande problema”. A declaração do tucano faz referência à dívida pública federal, que pode chegar a 75% do PIB em 2019, segundo estimativas do Tesouro Nacional. Se for eleito presidente, Alckmin prometeu realizar, no mínimo, quatro grandes reformas: política, com adoção do voto distrital misto e de cláusula de barreira, simplificação tributária, reforma do Estado, “para diminuir gastos públicos”, e reforma da Previdência, com restrição às Forças Armadas.

“Uma exceção: Forças Armadas. Não é que ela vai ficar fora da reforma. Ela não vai ficar fora. Eu pretendo sentar com as Forças Armadas, eles sabem disso, que não podem continuar esse modelo, então ela vai ser modificada.”

O pré-candidato do PSDB também foi questionado por jornalistas sobre os processos em que é investigado por supostos crimes durante campanhas eleitorais. O tucano, acusado pela Odebrecht de receber mais de R$ 10 milhões em caixa dois para as eleições de 2010 e 2014, disse que as acusações são um “absurdo verdadeiro” e que as campanhas “foram feitas dentro da Lei, sem ostentação”.

Além disso, afirmou que se sente indignado com as investigações e cravou que “quem enricar com a política, é ladrão”. Geraldo Alckmin também falou sobre as acusações contra membros de seu partido. Ao citar a condenação de Azeredo, ex-governador de Minas Gerais que se entregou nesta tarde para cumprir a pena de 20 anos, o tucano declarou que a Justiça deve ser cumprida. Sobre o ex-governador do Paraná Beto Richa, Alckmin disse que “ele vai se explicar”. Quanto a Aécio Neves, réu no Supremo, o ex-governador paulista disse que é provável que o senador não seja candidato. Declarou ainda que é contrário ao foro privilegiado e que seu partido está a disposição para prestar contas à Justiça.

“O PSDB não é imune à crítica, não é imune a prestar contas ao poder Judiciário e nós não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Justiça se cumpre. Então, a Justiça é para o PT, para o PSDB, é para todos os partidos, ninguém está à cima da Lei.”

Perguntado sobre o número de policiais mortos em São Paulo, Alckmin disse que “a letalidade policial vai cair quando o bandido não tiver com o fuzil na mão” e que “o problema hoje é o tráfico de armas”.

Na última pesquisa Datafolha, o ex-governador de São Paulo tinha entre 7% e 8% das intenções de voto. Nesta quinta-feira (24), a ex-senadora Marina Silva, pré-candidata pela Rede, será a próxima entrevistada pelos jornalistas em São Paulo.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro