17 de novembro de 2017 às 19h01min - Por Mário Flávio

Pernambuco gastou em 2016 R$ 11,6 bilhões com a folha de pagamento de servidores ativos e inativos. Desse valor, R$ 4,6 bilhões são usados para pagar apenas pensões e aposentadorias. O total representa 40% de todo o gasto que o estado teve com servidores públicos no ano passado. Diante dos valores, o coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (IPEA), Rogério Nagamine afirma que um dos pontos que precisam ser mantidos na reforma da Previdência é a equiparação do teto dos regimes dos servires públicos ao do INSS.

“Você tem uma diferença de valor de benefício gigantesca. Exatamente por isso que é importante que passe uma proposta do governo que obrigue a todos os regimes de previdência de servidores públicos a terem o mesmo teto do INSS.”

Outro ponto da proposta inicial que deve passar a valer, caso a reforma seja aprovada, é o que estabelece uma idade mínima para a aposentadoria. O governo propõe que as mulheres se aposentem com 62 anos e os homens com 65. Na opinião do economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), César Bergo, esse é um item que não pode ficar de fora da reforma.

“Você tem pessoas que estão se aposentando muito cedo. E o que acontece? No mundo inteiro já se prova através de experiências que esse não é um fator a ser desprezado para o equilíbrio das contas. Então, a idade mínima eu colocaria em alguma ordem nas prioridades na própria da Previdência.”

Ainda segundo o IPEA, em 2015 o déficit previdenciário de Pernambuco estava entre 6,5% e 13% da Receita Corrente Líquida, que é a somadas dos gastos tributários de um governo.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro