16 de julho de 2013 às 17h23min - Por Mário Flávio

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Na última reunião do primeiro semestre de 2013, que foi antecipada para as 15h, nesta terça (16), os vereadores conseguiram votar, em duas reuniões, uma ordinária e outra extraordinária, em 55 minutos, três projetos do Executivo Municipal, além de mais 90 proposituras dos vereadores. Contudo, a alegação para antecipar a reunião era justamente para haver tempo suficiente de votar uma extensa pauta. Na verdade, a alteração no horário seria justamente para evitar manifestações mais agressivas durante a noite.

No contexto

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Reunião desta terça (16) na Câmara de Caruaru será às 15h

Dos projetos votados, um regulariza, a distribuição de royalties do petróleo para o âmbito municipal, com emendas; outro reajusta os vencimentos dos técnicos e auxiliares de enfermagem e aquele que reajuste o salário dos médicos da rede municipal. Apenas um vereador se pronunciou, Val (DEM), para convocar uma comissão de edis para visitar possíveis locais de transferência da Feira da Sulanca. Ele recebeu apartes de Gilberto de Dora (PSB) e Jajá (PPS), que na verdade reclamou de um projeto de autoria dele, para criar o Dia Municipal de Educação, que não entrou na ordem do dia e vai ficar para depois do recesso.

Pela súmula, foram votadas 92 proposições, sendo os três do Executivo, 16 projetos de lei autoria dos vereadores, 1 Decreto Legislativo, 63 requerimentos e 7 indicações. Essa agilidade dos vereadores surpreendeu e irritou o público na galeria da Casa, principalmente alguns professores e alguns membros de entidades e sindicatos, como ATEC e SINDECC. “Quando é pra votar contra a população, vocês entram pela madrugada”, criticou o professor Fred Santiago, representante da ATEC.

Na verdade, os professores mais uma vez levaram cartazes de protesto contra os vereadores e chegaram a gritar palavras de ordem, incluindo a conhecida “Inimigos da Educação”. O problema é que desta vez, a maioria dos vereadores considerou que os professores exageraram.

Especificamente, o vereador Evandro Silva (PMDB), vice-líder da oposição, disse que ouviu os manifestantes chamarem os edis de vagabundos. “Eles estão nos desrespeitando, tomarei outra posição em relação a esses professores, que dependerá dos próximos projetos a serem votados, dependendo da votação, saberei dar o meu voto”, desabafou. Apesar disso, os professores membros da Atec negaram que tivessem chamado os edis de vagabundos e não sabem quem pode ter dito isso.

Após a reunião ser encerrada, os vereadores se reuniram a portas fechadas com o presidente da Casa, Leonardo Chaves (PSD), para cobrar uma postura mais rígida em relação a manifestações na sede do Legislativo. Aliás, anteriormente em entrevista ao blog, Leonardo afirmou que a Câmara começaria a ser mais rigorosa com posturas adotadas dentro e fora do plenário da Casa. O recesso parlamentar já vale a partir desta quarta (17) e vai até 31 de julho.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro