5 de janeiro de 2012 às 08h30min - Por Mário Flávio

Alessandro comenta sobre ações da coordenação regional do PV

O caruaruense Alessandro Feitosa assumiu a presidência do Partido Verde (PV) na cidade em outubro de 2011. Durante os 3 (três) meses de atuação deu voz ao partido. “Trabalhei para fortalecer o PV em Caruaru e mostrar que temos como foco a defesa do meio ambiente, mas que nossa preocupação é mais ampla: porque temos, através de políticas públicas, como garantir mais qualidade de vida as pessoas”, explica.

Nesse período à frente da legenda em Caruaru ele contratou uma assessoria de imprensa e a partir dessa iniciativa suas ações e ideário político foram mais difundidos. Foi criado um microblog twitter (@Alessandro_PV) para atingir um maior número de pessoas, as mensagens postadas no facebook (Alessandro Feitosa) também ganharam um perfil mais arrojado e objetivo. Ele também passou a gravar spots (mensagens em rádio) em busca de interagir com ouvintes, pela Rádio Cultura do Nordeste.

A sua participação no Encontro Estadual do PV, que ocorreu em dezembro no Plenarinho da Câmara de Vereadores, em Recife, também foi um assunto que ganhou repercussão. Na ocasião Alessandro Feitosa cobrou dos representantes do PV Estadual mais propostas para o interior do Estado e que existissem mais fiscalizações em relação a ausência de órgãos em defesa do meio ambiente em Caruaru, como a CPRH.

Ele agora deve focar seus trabalhos na coordenação regional do partido e concedeu uma entrevista ao Blog, em que aborda como devem ser os trabalhos dessa nova responsabilidade.

1. Qual sua análise do espaço que os possíveis pré-candidatos em cidades da região vêm ganhando em relação a grupos políticos tradicionais?

 

Quero dizer que na política os espaços vazios devem ser preenchidos e o PV com seu discurso de sustentabilidade, sempre buscando a qualidade de vida das pessoas e futuras gerações, vem arregimentando uma militância fiel, na qual temos por base projetar uma sociedade inclusiva, através de uma agenda de ações e iniciativas, sempre com a participação da sociedade civil organizada ou não. Desta forma saímos do campo dos tradicionais e plantamos a semente dos inovadores.

2. Em São Caetano, Ildefonso Rodrigues se mobiliza para lançar sua candidatura no ano que vem. Em Santa Cruz do Capibaribe, Manasséis Simões, presidente do PV na cidade, disse semana passada que o partido terá eleições próprias. Você analisa essas possíveis candidaturas como sólidas para realidade política desses municípios?

Todas as pré-candidaturas majoritárias são compostas, como falei de uma agenda de ações para um futuro sustentável, quando a construção de cidades inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, são proposições, as quais tornam nossas majoritárias sólidas e coerentes com os anseios de toda população. Discutindo de forma efetiva e buscando soluções viáveis aos problemas locais, tornam nossas majoritárias fortes e decisivas, entendo.

 3. Você acredita que candidaturas próprias nessas cidades seriam enquadradas como terceiras vias, ou elas só seriam possíveis com o apoio de caciques nos municípios?

O tempo do coronelismo está cada vez mais enfraquecido, o debate deve ser no campo das ideias e das políticas públicas, e, clamando a população para uma discussão propositiva e sustentável. Entendo que cada município, tem suas particularidades e devemos procurar soluções viáveis para os problemas locais, sempre buscando a sustentabilidade e a qualidade de vida da população. O PV encontra-se a frente deste processo, até porque, entendo o PV como via única.

4. De forma específica, quais os principais pontos que devem ser discutidos com os diretórios municipais da região agreste a fim de garantir projetos de governo realmente sustentáveis?

É importante termos a responsabilidade de assegurar o desenvolvimento sustentável e, ao mesmo tempo, cooperar-se com outras instâncias governamentais. Para isso, precisamos adotar uma abordagem mais efetiva e integrada nas políticas locais e regionais, compatibilizando os objetivos ambientais, sociais, políticos, culturais e econômicos. De forma que vamos sugerir uma plataforma de governo pautada no princípio das “cidades sustentáveis”, a partir daí abordaremos temas como planejamento e desenho urbano, ação local para saúde, economia local criativa e sustentável, mobilidade e acessibilidade, áreas verdes, manejo de resíduos, contaminação da água e outros assuntos ligados a uma melhor qualidade de vida.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro