10 de fevereiro de 2020 às 07h46min - Por Mário Flávio

Do Blog do Magno


A sucessão do prefeito Geraldo Júlio no Recife caminha para virar, literalmente, caso de polícia. Saem de cena os políticos tradicionais dando lugar aos xerifes que, antigamente, só se viam em filmes de faroeste e que faziam, diga-se de passagem, muito sucesso, com um detalhe: no caso do Recife, são xerifas, vestem saias.

A primeira em cena é a postulante Patrícia Domingos, do Podemos, que vem de uma história de combate aos políticos corruptos, tendo colocado no xadrez 49 gestores, entre políticos e técnicos. Pelo fato de ter saído como vítima com o fechamento abrupto da delegacia que comandada, justamente na hora em que pegaria medalhões, Patrícia se colocou na vitrine do noticiário político.

Pode ser a grande surpresa da eleição por ser mulher, jovem, bonita, carismática e um discurso fluente, além de corajosa. Patrícia é a candidata também do discurso antipolítico, combatente da velha política que tanto Bolsonaro falou na campanha, mas que na prática é prática pregada em deserto, sem ressonância.

A confirmação de Patrícia pelo Podemos, legenda pela qual chegou passando por cima do presidente estadual, Ricardo Teobaldo, costurando em Brasília por intermédio da presidente nacional, Renata Abreu, deixou o PSB em polvorosa. Tanto que a arma que estão tentando rechear de munição é fazer a cabeça da delegada Gleide Ângelo, fenômeno eleitoral em 2018, na composição da chapa como vice de João.

A estratégia está corretíssima, só tem um problemão: Gleide também é do PSB, partido que encabeça a aliança governista com João Campos. Chapa puro sangue numa frente partidária agigantada como a do PSB vira um inferno para ser administrada. Faltando ainda cinco meses para as convenções, partidos como o MDB já assumem a condição de detentores da vaga de vice. Imagine se o PT resolver queimar Marília e exigir a vice?


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro