8 de janeiro de 2013 às 17h55min - Por Mário Flávio

Dr. Demóstenes - FOTO - VLADIMIR BARRETO (1)

Novo líder do governo na Câmara Municipal de Caruaru, Dr. Demóstenes (PSD) adotou uma linha de pensamento de que as relações institucionais entre Câmara e Executivo estarão mais conectadas a partir de 2013, com mais espaço para discutir o desenvolvimento do município. Em entrevista ao blog, ele elogiou a escolha de Leonardo Chaves para presidência da Mesa Diretora e também reforçou o discurso de diálogo com a bancada de oposição.

No contexto

Demóstenes será o novo líder do governo na Câmara

“O trabalho do líder é de elo de ligação entre a bancada de situação e o governo. É preciso que o líder tenha uma boa relação com os vereadores, e isso nós temos. É preciso que o líder tenha certa experiência, e eu estou no terceiro mandato. É preciso que o líder se inteire de todas as atribuições, ações e trabalho do governo e isso teremos certamente, até por conta da própria posição que Queiroz assumiu em me levar para a equipe de transição. Faremos parte de todas as reuniões de secretariado e aí, sim, teremos uma sintonia muito grande com o governo, e a sintonia já tida com vereadores antigos e com os que chegam agora para uma nova legislatura”, explicou Demóstenes.

Já no que se refere a Leonardo na Mesa Diretora, ele considera que o fato de o colega chegar ao décimo mandato em Caruaru lhe confere capacidade suficiente para assumir a presidência do Legislativo. “Sobre Leonardo, ele é um expert em Câmara. Tem quase 40 anos de mandato parlamentar. Ele conhece bem a Casa, os trâmites jurídicos, legais e administrativos de como funciona uma Câmara e isso vai pesar, sim, numa administração boa que ele deverá fazer nos próximos dois anos. A expectativa dos vereadores de Caruaru, especificamente minha, é que possamos dar uma resposta à sociedade daquilo que nos foi dado: um mandato para representar o povo de Caruaru. Nosso trabalho é interagir com a população, formular leis, fiscalizar o Executivo e vamos alcançar esse feito”, salientou.

Contudo, ele também ponderou ser necessária uma relação propositiva junto à bancada de oposição, para evitar desgastes pontuais. “A oposição tem que ser vista primordialmente com respeito. Vamos tratá-la assim porque a oposição faz parte do processo democrático. Se não existisse oposição, seria um governo sem rumo e sem prumo, o com qualquer rumo. Isso não é assim apenas em Caruaru, mas em todas as prefeituras, em todos os estados e no governo federal. A oposição terá o respeito do líder do governo, dos vereadores da base e do prefeito Zé Queiroz. Há um trabalho de interdependência com a oposição, que tem um trabalho de fiscalizar o Executivo e cobrar as promessas de campanha e, claro, do próprio programa de governo que está sendo instalado depois das eleições. E essa oposição terá a responsabilidade de contribuir para a votação de projetos interessantes para Caruaru. Eu não entendo uma oposição que vote contra tudo, tem que ser oposição propositiva”, completou Demóstenes.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro