31 de janeiro de 2016 às 17h23min - Por Mário Flávio

  
NOTA À IMPRENSA 

31 de janeiro: Dia Municipal de Luta pela Educação

A pátria educadora se faz com mobilização!

O dia 31 de janeiro de 2013 é uma data que os professores de Caruaru jamais esquecerão. Foi nesse dia, que os docentes sofreram um duro ataque aos seus direitos conquistados, tendo como consequência direta o achatamento dos salários, a impossibilidade de formação continuada e a flexibilização da estabilidade profissional. No entanto, como a história é feita de contradições, o mesmo Plano de Cargos e Carreiras que desmantelou a vida profissional dos docentes da rede municipal de ensino serviu como estímulo para que os professores abandonassem o histórico de passividade e, literalmente, fossem á luta. Daquele momento em diante, os trabalhadores em educação tomaram as ruas de Caruaru, ocuparam espaços públicos e, sobretudo, perceberam que só a luta coletiva é capaz de nos manter de pé, apesar de todas as dificuldades. 

A partir desse momento, a história do movimento dos professores de Caruaru mudaria completamente, pois, aquele profissional da educação cabisbaixo, que não tinha forças para enfrentar o histórico processo de desvalorização profissional fazia parte do passado, de tal forma que, lutar coletivamente passou a ser um traço da identidade dos professores da rede municipal de Caruaru.

O abandono da “lógica da passividade”, impulsionado pelo desmantelamento do PCC, teve como ápice a histórica greve de 2014, com duração de 82 dias, se configurando como a terceira maior greve da educação básica na história do Brasil, sendo notícia em rede nacional e servindo como referência de luta para educadores de outras partes do país.

Passados três anos da fatídica votação do PCC, pouca coisa mudou: os salários continuam achatados, os direitos básicos ainda não foram retomados e a valorização profissional continua, ainda, como horizonte a ser conquistado. Porém, o ano de 2016 abre muitas possibilidades, uma vez que, após um duríssimo embate da última greve, os docentes municipais começam a se rearticular e a possibilidade de diálogo começa a se tornar concreta. Assim sendo, cabe a nós, professoras e professores da rede municipal, construirmos, cotidianamente, os caminhos que iremos trilhar na busca pelos direitos que nos foram retirados.

Caruaru, 31 de janeiro de 2016.

Diretoria Colegiada do SINTEDUC


Comentários



...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro