28 de outubro de 2013 às 09h55min - Por Mário Flávio

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Do Portal Leia Já

A ruptura do PSB com o Governo Federal podem influenciar nas eleições de Pernambuco em 2014. O PT e o Partido Socialista Brasileiro provavelmente vão estar em dois palanques distintos no pleito do próximo ano no Estado e as lideranças nacionais das legendas (Eduardo Campos (PSB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a presidente Dilma Rousseff – PT) podem ser decisivas na escolha dos votos pernambucanos.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), na amostra “Inteligência – Política Diagnóstico Eleitoral Pernambuco”, 42% dos entrevistados disseram que votariam em um candidato apoiado pelos líderes petistas, mesmo ocupando palanque diferente do governador Eduardo Campos. Outros 32% não apoiariam o postulante do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff. A média acima dos 40% se sobressai em quase todos os grupos da pesquisa (tais como a faixa etária, grau de instrução, sexo e renda). O dado que mais chama atenção no questionamento é que, desses 42%, que votam a favor do candidato petista, 63% são do Sertão do Estado.

Eduardo Campos, segundo o IPMN, influenciaria 45% dos entrevistados, já 30% não votaria no candidato do presidente do PSB no pleito. Dos 45% que afirmaram votar com o líder pessebista, 66% são do Sertão, dados que acabam mostrando que tanto os líderes petistas como o governador de Pernambuco têm bastante legitimidade nesta região do Estado.

“O grande cerne da pesquisa é essa influência de Eduardo Campos e Lula na disputa pelo governo do Estado. Os dois devem travar uma disputa aqui em Pernambuco. O índice dos dois é bastante parecido em diversos grupos, inclusive no Sertão, que são bastante parecidos”, avaliou o cientista político Adriano Oliveira.

Um dado a ser destacado é que 26% dos eleitores que participaram da amostra não soube/não respondeu sobre o poder de influência de Eduardo Campos e dos líderes petistas em Pernambuco. Essa porcentagem significativa de indecisos pode significar que os eleitores ainda devem esperar a proximidade das eleições para tomar um posicionamento.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro