Deputada pede liberação de idosos e crianças em igrejas

Mário Flávio - 24.09.2020 às 16:04h

A autorização para que adultos maiores de 60 anos e crianças menores de 10 anos possam voltar a frequentar as igrejas foi solicitada pela deputada Clarissa Tércio (PSC). Na Reunião Plenária desta quinta (24), ela defendeu que o atual nível de reabertura promovido pelo Governo do Estado já permite a presença desses grupos em outros lugares.

“Já tivemos a liberação de shoppings e, na semana que vem, teremos permissão para cinemas e eventos com até 100 pessoas. Por que idosos e crianças já podem circular nesses ambientes, mas não nas igrejas? ”, questionou a parlamentar. “As medidas não podem desrespeitar os direitos de culto previstos em lei. Fazemos o apelo para que o Governo reveja seus decretos.”

O apelo da deputada fez referência às regras estabelecidas pelo Governo de Pernambuco para reabrir igrejas, em junho deste ano. Na ocasião, foi definido que idosos com mais de 60 anos, gestantes e crianças com menos de 10 anos não poderiam acessar esses locais, a fim de reduzir os riscos de contaminação pelo novo coronavírus. “A presença dessas pessoas em atividades religiosas faz bem à saúde espiritual e mental delas. Vemos idosos solitários, emocionalmente doentes  em casa, suplicando para voltar aos templos religiosos”, relatou Clarissa.

Parlamentares evangélicos apoiaram, em apartes, a solicitação. “O Governo do Estado deve compartilhar a responsabilidade da proteção de idosos e crianças com as famílias, sem deixá-los desassistidos espiritualmente”, considerou o Pastor Cleiton Collins (PP). “Deus está em todo lugar, é verdade. Mas estar num ambiente no qual todos têm a mesma fé faz as pessoas ficarem fortalecidas, renovadas, e os idosos precisam disso”, argumentou William Brigido (REP). “E não permitir crianças na igreja é ruim, pois muitos pais não têm com quem deixá-las”, complementou.

O pedido de liberação também recebeu o apoio do deputado João Paulo (PCdoB), o qual ponderou que isso deve ser feito respeitando todos os protocolos. “Em parte das liberações feitas nos outros setores, não está havendo o cumprimento das medidas necessárias. Mas acredito que o conjunto das religiões terá muito mais cuidado no sentido de preservar a saúde coletiva”, declarou o comunista.