15 de agosto de 2013 às 13h25min - Por Mário Flávio

GilvaFlorencio

Durante a visita da Comissão de Direitos Humanos à Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, os advogados avaliaram mudanças positivas nas instalações da unidade, ainda que possam ser consideradas emergentes ou paliativas. Segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos da entidade, Gilvan Florêncio, um relatório será elaborado para instituir parcerias a fim de diminuir a superlotação.

“Primeiro, essa visita serviu para nos reunirmos com a nova gestão da penitenciária, além de ouvir os reeducandos, para depois encaminhar um relatório para órgãos estaduais, a fim de que ações sejam tomadas para a melhoria das instalações. Além disso, também buscamos parcerias com instituições, pois queremos um mutirão de processos para diminuir a população carcerária. Em outras vezes, também fizemos visitas e conseguimos que fossem feitos mutirões junto com a Defensoria Pública”, explicou.

Em conversas com os reeducandos, Gilvan destacou que eles apontam melhoras na penitenciária. “Falamos com eles e nos relataram que a situação melhorou. Não está boa porque essa unidade construída para abrigar 98 detentos, depois de algumas reformas passou a comportar para 350, e atualmente conta com 1498 presos, então fica difícil comportar adequadamente essas pessoas”, acrescentou.

Outro ponto de constantes reclamações dos detenos se referia a condições de higiene, além de pavilhões precários e tumultuados, como foi constatado em uma visita realizada por vereadores caruaruenses em maio. No acompanhamento dos advogados, Gilvan apontou que foram tomadas providências em relação a isso. “Quanto a esse problema de higienização, além de salas que estão sendo construídas e reformadas, vale destacar que a visita dos vereadores ocorreu em uma situação delicada quando ocorreram assassinatos. No local onde houve os homicídios estão sendo construídas novas salas de aula e os próprios presos também estão atuando em parceria para fazer a limpeza das salas da unidade. Além disso, também houve melhorias na ventilação das celas, acesso aos banheiros, o que indica que a priori houve medidas para resolver problemas urgentes”, complementou.

Não há previsão de visitas futuras da OAB à penitenciária em 2013, segundo o advogado. A pretensão é colocar em prática as ações que serão estabelecidas no relatório.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro