13 de outubro de 2017 às 18h10min - Por Mário Flávio


O juiz federal Sérgio Moro determinou, nesta sexta-feira (13), um prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva forneça os recibos originais do aluguel de um apartamento vizinho ao que o ex-presidente mora, que fica em São Bernardo do Campo, São Paulo. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, Lula seria o verdadeiro dono deste apartamento também.
Recentemente, os advogados de Lula haviam entregue apenas as cópias destes recibos, mas agora, o Ministério Público Federal (MPF) quer que veracidade dos documentos seja verificada, afinal, em dois recibos foram inseridas datas que não existem: 31 de junho de 2014 e 31 de novembro de 2015. O MPF acusa o ex-presidente de receber vantagens indevidas vindas de fraudes em contratos da Petrobras e o apartamento seria uma delas.
Moro também rejeitou o pedido feito pela defesa de Lula para que fosse agendada uma audiência formal para a entrega destes recibos com a presença de um perito.
Segundo a acusação, Glaucos da Costamarques, também réu no processo e proprietário do imóvel, seria um “laranja”. Ele é sobrinho do empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula e preso na Operação Lava Jato.
Primeiramente, este apartamento foi alugado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, quando Lula era presidente, para ser usado pelos policiais responsáveis pela segurança do então ex chefe do governo. Depois que deixou o cargo, Lula assumiu a locação, que tinha como locatária Marisa Letícia, a ex-primeira dama que faleceu no início do ano.
A defesa do ex-presidente alega que os recibos comprovam que o aluguel do imóvel foi uma relação contratual entre a família de Lula e Glaucos da Costamarques. 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro