8 de maio de 2012 às 12h03min - Por Mário Flávio

A Compesa está realizando hoje (08), com o apoio das Polícias do Sertão (CIOSAC), Militar e Civil, uma operação para combater o furto de água nas adutoras que atendem 13 cidades no interior do Estado, especialmente no Sertão do Araripe, onde existem sérios problemas de abastecimento de água em consequência da estiagem. Após detectar queda de vazão na adutora, a Compesa decidiu adotar medidas enérgicas para coibir o furto de água.

Além das equipes técnicas da Compesa e dos policiais por terra, a ação contará com o apoio de um helicóptero, que está sobrevoando a região, para indicar as coordenadas de onde existem barreiros ou áreas verdes na paisagem árida, o que será um indicativo de ligações clandestinas ou mau uso da água nas ligações oficiais.

Os últimos detalhes da operação foram traçados durante uma reunião que foi realizada hoje, às 07h, no 8º Batalhão de Polícia de Salgueiro.

Em seguida, as equipes seguiram para Orocó, cidade onde se inicia a Adutora do Oeste, que é um grande sistema integrado, com 724 Km de extensão, que atende 24 distritos em 13 municípios, além de povoados e  derivações rurais, nas zonas do Sertão do São Francisco e Sertão do Araripe, no Estado de Pernambuco.

O sobrevoo será o primeiro ato da operação. Após verificar as áreas verdes ou com barreiros, um técnico passará as informações para as equipes da Compesa em terra, que com o apoio das forças policiais, irão ao local indicado. Constatados os furtos, a polícia autuará os infratores em flagrante, que serão levados para a delegacia para registro de Boletim de Ocorrência.

Já às ligações clandestinas serão imediatamente retiradas e aplicadas as penalidades cabíveis. Nos casos identificados de mau uso da água para irrigação em detrimento do abastecimento humano, os técnicos devem instalar o hidrômetro de imediato e orientar o usuário sobre a importância do uso da água com racionalidade.

De acordo com o diretor Regional do Sertão, Fernando Lôbo, é importante que a população entenda que o abastecimento humano é um caso de saúde pública. “Nossa prioridade é o atendimento dos centros urbanos e distritos com maior número de pessoas. Devemos lembrar sempre que o furto de água é crime.

Não podemos permitir essas irregularidades quando a população das cidades atendidas pela Adutora do Oeste estão sofrendo com a falta de água”, afirma. A operação da Compesa não tem data para terminar.

Durante os próximos dois meses também será feito o recadastramento de todas as famílias ao longo da adutora, para instalar válvulas controladoras de vazão, que serão dimensionadas e ajustadas para garantir o bom funcionamento do sistema.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro