8 de agosto de 2012 às 00h49min - Por Mário Flávio

Após um intenso bombardeio de críticas a gestão de Zé Queiroz (PDT) e a publicação de uma carta em que afirma não subir no palanque do prefeito de Caruaru, o vice-governador João Lyra (PDT), recebeu o troco do Palácio Jaime Nejaym. Numa grande articulação, o núcleo duro do governo pedetista esvaziou a reunião de Lyra com os presidentes de partidos, que estava marcada para acontecer no escritório político do vice, nessa terça (07), na Capital do Agreste.

Dos 16 presidentes de partidos convidados, apenas três compareceram ao encontro. O presidente do PTC, Johnny Edilson, não foi encontrado pela assessoria do vice. Antes do início da reunião, o único que confirmou que não iria ao local foi o presidente do PR, Lenilson Tôrres, que alegou questões de saúde. Os demais confirmaram a ida a reunião, fato que não aconteceu com a maioria.

Os únicos presidentes presentes ao encontro foram: Rubens Júnior (PTN); Adolfo José (PSD) e Lícius Cavalcanti (PCdoB). A não ida dos demais presidentes é um recado do núcleo duro do governo Queiroz, que publicamente insiste na tese do apoio de João, mas que nos bastidores há muito tempo não trabalha com tal hipótese.

João disse que devido ao momento não se abalou com a ausência dos presidentes e que entende as razões de cada um. Ele disse ainda que ouviu muitas conversas sobre o interesse do Palácio Jaime Nejaym em esvaziar a reunião, mas que não tinha a informação concreta sobre o assunto. No entanto, voltou a alfinetar indiretamente Zé Queiroz. “Essa reunião foi para conversar sobre o momento e explicar a minha decisão. Sou uma pessoa que gosta de dialogar e por isso estou ouvindo a muita gente”, disse.

A coluna ouviu o deputado federal Wolney Queiroz (PDT). Ele não afirmou e nem confirmou que houve o boicote por parte do governo. “Não posso responder por cada presidente de partido. Não existe nenhum menino nessa eleição e eles respondem pelas legendas”, minimizou. No entanto, desde o início da tarde de hoje que o comentário no meio político era a ausência dos presidentes dos partidos ao encontro agendado com o vice.

Tal situação evidencia ainda mais o distanciamento entre João e Zé e reforça também que, embora o vice-governador tenha como peso de articulação o governo estadual, a força de articulação da esfera municipal, a favor de Zé Queiroz, consegue equilibrar o embate entre os dois pedistas, lembrando ainda que neste jogo de xadrez, o prefeito se confia em 17 partidos ou peças de tabuleiro que compõem sua coligação, restando a João o apoio de parte do PCdoB, PTN e PT.

Zé e João em campos opostos de diálogo, em uma mesma base de governo


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro