15 de dezembro de 2016 às 07h14min - Por Mário Flávio

Arraes

A programação do centenário de nascimento de Miguel Arraes, a ser comemorado nesta quinta-feira (15), tem mais três eventos programados na capital pernambucana.

O primeiro é o lançamento de um selo pelos Correios e Telégrafos, o segundo o lançamento de quatro livros no Museu do Estado (19h) e o terceiro uma sessão solene na Câmara Municipal do Recife por proposição da vereadora Marília Arraes (PT), neta do ex-governador.

Nove anos após ter sido lançado pela Editora Iluminuras, o livro “Arraes”, primeira biografia autorizada do ex-governador, de autoria da jornalista Tereza Rozowykwiat, ganha uma segunda edição pela Cepe (Companhia Editora de Pernambuco).

O livro é prefaciado pelo historiador Luiz Felipe de Alencastro. Tem cerca de 400 páginas e mais de 30 fotos da trajetória política do ex-governador. Alencastro diz no texto de apresentação que “além dos fatos que ela (autora) assinala, outras atividades de Arraes no exterior com importantes repercussões em diversos países merecem ser lembradas ao leitor brasileiro”, destacando entre outras a contribuição dada por Arraes na formulação dos programas de alfabetização baseado no método Paulo Freire na Guiné-Bissau e Moçambique.

No livro Pernambuco em chamas – A intervenção dos EUA e o golpe de 1964 – do jornalista Vandeck Santiago, mostra-se como os Estados Unidos buscaram interferir na região Nordeste nos anos 60, o que ficou provado por esta frase preferida pelo então presidente John Kennedy:

“Nenhuma região merece mais a nossa atenção do que o vasto Nordeste do Brasil”. O motivo da “atenção” era o medo de que o Nordeste, principalmente Pernambuco, se transformasse em uma “nova Cuba”, onde, em 1959, ocorrera uma revolução comunista liderada por Fidel Castro.

O crescimento de movimentos sociais como as “Ligas Camponesas” e a eleição, para o Governo do Estado, de um líder com perfil esquerdista como Miguel Arraes, aumentaram o “pavor anticomunista” e levaram os norte-americanos a desenvolver, a partir da região, uma série de ações que culminariam com a ditadura militar.

O terceiro livro é “As brigadas muralistas e as campanhas de Arraes – Arte e política na década de 1980” de autoria da historiadora Elizabeth Remígio. Trata-se de um trabalho de pesquisa sobre a atuação da “Brigada Portinari”, movimento formado por artistas pernambucanos nas eleições de 1986 quando Arraes voltou ao Palácio do Campo das Princesas pela porta que havia saído em 1964.

O quarto e último se chama “Porto do renascimento – A última campanha de Arraes – de autoria do jornalista Marcos Cirano, que passou três meses acompanhando o candidato a governador por todas as regiões do Estado, em 1986, e registrando todos os atos da campanha, inclusive a íntegra de todos os discursos por ele proferidos.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro