18 de setembro de 2013 às 13h25min - Por Mário Flávio

Demóstenes Veras discordou de alguns pontos da nota do Simepe

Tanto o líder da base do governo na Câmara de Caruaru, Demóstenes Veras (PSD), quanto o vereador Gilberto de Dora (PSB) carregam um discurso totalmente em defesa da aprovação do projeto que autoriza a implantação do sistema de transporte rápido BRT, através de financiamento com o governo federal. Na verdade eles minimizam as críticas vindas da bancada de oposição, de que a prefeitura municipal passou uma informação equivocada de que a verba viria através de repasse conseguido pelo deputado Wolney Queiroz (PDT). Os oposicionistas dizem que é preciso estudar melhor o projeto.

No contexto

Podcast – Gilberto de Dora e Evandro Silva divergem sobre projeto do BRT

“Eu sou um entusiasta desse transporte público. Na campanha de 2004 como candidato a prefeito, eu levantei esse assunto para discussão em Caruaru como o VLT, que nada mais era do que um metrô de superfície. Agora, o prefeito José Queiroz atinou para esse detalhe, de que não se governa uma cidade grande se não colocar na pauta a mobilidade urbana. O BRT vai beneficiar milhares de pessoas em Caruaru. Pouco importa como vêm os recursos, se é do governo federal, ou de iniciativa do município. Nossa expectativa é mostrar que Caruaru está antenada com a modernidade. Não se cai nada do céu, a não ser chuva e graças de Deus. Para um projeto desse tamanho, é preciso de recursos. Se não vem do próprio governo federal, como entendíamos que era. Que se venha através de um convênio, de um empréstimo com um banco. Caruaru só tem a ganhar”, reforçou.

Para que se entenda, a verba para o projeto deve ser liberada pelo BNDES, que será repassada pela Caixa pra a prefeitura. Para que isso ocorra, é preciso aprovar o projeto de Lei nº 6.593/2013, de autoria do Poder Executivo, solicita autorização para a Prefeitura Municipal de Caruaru contrair financiamento junto à Caixa Econômica Federal para a implantação dos corredores Leste/Oeste e Norte/Sul do sistema.

Já o vereador Gilberto de Dora destacou que o financiamento é necessário para reestruturar o trânsito na cidade. “Esse é um débito necessário. Caruaru vai agradecer. Daqui a 5 ou 10 anos, a população verá o quanto foi importante o sacrifício de pagar esse débito”, projetou.

Pela oposição, o vereador Neto é um dos que querem avaliar melhor a proposta, por não ter tido tempo o suficiente para estudá-lo. “Estou analisando. Inclusive o projeto já está com minha assessoria jurídico e vamos nos reunir para discutir alguns pontos do documento, assim como de outros 8 projetos que chegaram ao meu gabinete para análise”, comentou.

Segundo o assessor de Projetos Especiais da prefeitura de Caruaru, Paulo Cassudé Júnior, o BRT prevê uma via que comece no Bairro das Rendeiras e termine no Pórtico do Alto do Moura. Deve utilizar a linha existente da antiga linha férrea, interligar bairros de classe trabalhadora ao Distrito Industrial, sendo aproximadamente 3,5 quilômetros com 20 estações, que contarão com climatização e bilhetagem externa. Além disso está prevista a construção de uma ciclovia e na maioria das estações planeja-se a instalação de bicicletários.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro