24 de setembro de 2013 às 07h25min - Por Mário Flávio

A terça-feira (24) chega e s bancários engrossaram ainda mais a greve, com a paralisação de 455 das 602 agências da capital e do interior de Pernambuco, além de todos os prédios administrativos de bancos públicos e privados. Ao todo, mais de 80% dos 12 mil bancários pernambucanos estão parados neste sexto dia de greve nacional.

Para esquentar ainda mais a greve e ampliar o diálogo com a população, o Sindicato está programando um ato público para esta quarta-feira, dia 25. “Vamos realizar uma caminhada e um bandeiraço para chamar a atenção para a greve. A concentração será na sede do Sindicato, na Avenida Manoel Borba, de onde partiremos às 15h30, em direção ao Parque Amorim. Vamos dialogar com a população e explicar que a greve é culpa dos bancos. Tentamos um acordo de forma dialogada, em mais de um mês e meio de negociações, mas os bancos não atenderam uma reivindicação sequer dos bancários. A greve é o nosso último instrumento e só lançamos mão porque os bancos disseram que não avançarão nas negociações, que estão paradas desde o dia 5 de setembro”, diz a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello.

REIVINDICAÇÕES – Entre as principais reivindicações dos bancários para a Campanha deste ano está o reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real mais inflação projetada de 6,6%). Os trabalhadores também querem uma PLR (participação nos lucros e resultados) de três salários mais R$ 5.553,15; piso de R$ 2.860,21 (equivalente ao salário mínimo do Dieese); auxílios-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional); melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral; mais contratações e o fim das demissões para melhorar o atendimento; Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) em todos os bancos; auxílio-educação para graduação e pós-graduação; mais segurança; e igualdade de oportunidades com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

PROPOSTA PATRONAL – Depois de quatro rodadas de negociações, os bancos apresentaram uma proposta que prevê reajuste de 6,1% (previsão da inflação pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc); PLR de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94; e parcela adicional da PLR de 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários. A proposta da Fenaban não atende a nenhuma reivindicação dos bancários e foi recusada em assembleias realizadas pelos sindicatos em todo o país.

ASSEMBLEIA – O Sindicato realiza nova assembleia com os bancários para discutir os rumos da greve na próxima quinta-feira, dia 26, às 15h, na sede do Sindicato.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro