5 de maio de 2015 às 21h04min - Por Mário Flávio

A bancada do PDT na Câmara decidiu, em reunião nesta terça-feira (05/05), fechar questão e votar contra as duas medidas provisórias do ajuste fiscal que alteram a legislação tributária e previdenciária (664/14 e 665/14). A decisão foi anunciada pelo líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE). “Em defesa do seguro-desemprego, do abono salarial, do seguro-defeso dos pescadores e em defesa dos pensionistas do INSS e do serviço público, a bancada do PDT resolveu, por unanimidade, votar contra as MP’s 664 e 665. O partido se sente muito confortável para dizer que o partido tem lado: do Brasil e do trabalhador brasileiros”, asseverou o líder.

Segundo o deputado, além das MPs não terem sido amplamente discutidas, o Ministério do Trabalho e Emprego não foi consultado e teve de seguir as orientações vindas da equipe econômica do governo. “Cabe a nós aqui no parlamento discutir e, evidentemente, discordar do processo, porque não foi legítimo, mas tirar de quem já tem muito pouco preservando quem tem muito é verdadeiramente injusto.”

MP’s
A MP 664 muda significativamente as exigências para o auxílio-doença e a pensão por morte. Já a MP 665 altera as regras de pagamento do seguro-desemprego, do abono salarial e do seguro-defeso para o pescador artesanal. “Quem precisa desses benefícios é quem está na parte mais baixa da pirâmide e querermos tirar esses direitos é agredir, frontalmente, princípios que são muitos caros para aqueles que são verdadeiros defensores dos trabalhadores. O PDT tem alternativas. Por isso o PDT vai votar pela derrubada, mas sem antes dizer ao governo que queremos sim construir projetos para evitar distorções, mas que as distorções não sejam utilizadas para dizer que essa é a regra”, concluiu.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro