26 de novembro de 2015 às 11h09min - Por Mário Flávio

Não costumo comemorar prisões de quem quer que seja. Elas me enchem de tristeza. Cárceres e presídios estão na mesma categoria de atentados contra civis indefesos ou governos legítimos: representam uma prova cabal do fracasso do modelo de sociedade no qual vivemos.

Nesta quarta feira, 25 de novembro de 2015, o Brasil viveu um dia histórico. Desses que realmente merecem o título e estão destinados a entrar nos livros didáticos do futuro como data emblemática. Pela primeira vez um Senador da República, cargo que antigamente era ocupado pelos “pais da pátria” foi preso em seu local de trabalho.

A mando do Poder Judiciário, ancorado em robustas provas de prática criminosa. Horas depois, superando qualquer espírito de corpo, o Senado Federal referenda por esmagadora maioria a decisão de um outro poder. Dentro das regras do jogo, o dia foi emblemático porque demonstrou que as instituições democráticas do País estão funcionando plenamente, apesar de todas as dificuldades.

Foi marcante porque, apesar da violência e da corrupção que se espalham como erva daninha pelo corpo social, elas estão sendo combatidas tenazmente. E todo fenômeno social tem um epicentro. Que este seja o da mudança de rumos do País.

Há , portanto, muito a comemorar. Não porque mais alguns que se consideravam acima do bem e do mal foram presos. Mas a partir de hoje, ninguém está blindado perante a justiça.

Comemoremos um grande avanço: hoje os brasileiros de todas as condições ficaram menos desiguais perante a lei.

*José Nivaldo Junior é Publicitário e escritor


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro