1 de maio de 2018 às 21h23min - Por Mário Flávio

Eu parto de uma ideia que se não der para acontecer o que é necessário, devemos proporcionar aquilo que é possível.

Não concebo de forma alguma esse modelo político econômico adotado pelo Brasil, minha visão político-ideológica vai muito além dessa posta, mesmo acreditando que no momento atual temos as condições objetivas necessárias para uma ruptura radical, compreendo também que nos faltam as condições subjetivas, e dessa forma o povo brasileiro há muito tempo se acostumou a entender política da mesma forma que entende por torcida de time de futebol.

Desde as eleições de 2014 quando o PT manteve-se na presidência da república e o PSDB juntamente com as elites econômicas iniciaram um processo para inviabilizar a governança do Partido dos Trabalhadores, o Brasil vem sofrendo com maus políticos que foram evidenciados nesses últimos três anos. A causa maior sempre foi atender aos interesses privados deixando o povão cada vez mais sofrendo e necessitando dos bens de sobrevivência que ou são negados ou são oferecidos de forma precária.

Nessas eleições presidenciais, agora em outubro, temos um grande problema, e se quisermos fazermos algo possível para diminuir a instabilidade social no Brasil não devemos ter como novo presidente o PT, PSDB e muito menos Bolsonaro.

Fica muito claro, principalmente com a Lava Jato e com os setores da grande mídia, que o PT não pode mais ficar com o cargo maior da política brasileira, uma volta do Partido dos Trabalhadores à presidência continuará alimentando esse sentimento fanático da classe média em não dar espaço para mesmo que, minimamente, avanços sociais sejam colocados para a classe trabalhadora.

Uma volta do PSDB não seria diferente, a pseudo-esquerda brasileira juntamente com alguns movimentos sociais e sindicatos estabeleceriam uma agenda que não seria do agrado da classe média e continuaria a polarização “ridícula-ideológica” que não contribuiria em nada para amenizar os grandes problemas sociais que temos e que foram aprofundados nos últimos anos.

Já o Bolsonaro, que é o produto da polaridade PT/PSDB é o cenário mais catastrófico para o Brasil, além de não ter consideravelmente apoio político e nem popular, ele é um político que reúne as piores características que um candidato poderia ter.

Bolsonaro é a farsa que parte dos eleitores brasileiros acolheram como solução.

O Brasil não necessita mais de desagregação, os últimos anos devem servir de exemplo para não repetirmos os mesmos erros.

Já que nesse atual cenário político não temos ainda a evolução de consciência necessária para uma mudança radical, devemos então fazer o que é possível, não ao PT, PSDB e a Bolsonaro!


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro