3 de abril de 2018 às 10h29min - Por Mário Flávio

Alberes lopes

Muito vem me preocupando como a prefeitura de Caruaru está tocando a questão da educação nesses 15 meses de gestão. Para inicio destaco uma questão herdada da gestão do ex-prefeito José Queiroz, ação coletiva impetrada por aproximadamente 150 professores aprovados no último concurso e que aguardam uma decisão judicial para ocuparem os cargos de professores efetivos, hoje preenchidos por contratados.

É fato que na esfera federal a educação não está nas principais pautas de prioridades, mesmo ocupando um lugar extremamente estratégico para o desenvolvimento de uma nação, essa condição nacional vem sendo há muito tempo refletida na educação municipal de Caruaru, uma secretaria com um número gigantesco de contratados com um salário muito abaixo dos professores efetivos, ocasionando uma precarização nas condições de trabalho dos docentes da nossa cidade.

Essa situação dá totais condições para a prefeita Raquel Lyra marcar um “gol de placa” e mostrar que a educação é tratada com seriedade, já que as vagas existem e esse imbróglio vem desde 2009. A prefeitura, de forma responsável, deveria convocar e efetivar todos esses professores que aguardam uma resolução judicial, essa seria uma resposta fundamental para resolver um problema antigo e construir para o mandato um discurso em que a educação é tratada de forma valorosa e que fez cumprir um direito negado por antiga gestão.

Mas, algo tão sério quanto o já mencionado, se dá no tocante dos vários alugueis de prédios que estão se multiplicando na cidade para “resolver” o problema da demanda de alunos em busca de escolas. A análise que deve ser feita não deve partir prioritariamente dos aluguéis, de certa forma é uma condição em que a prefeitura está buscando para comportar o grande número de estudantes na nossa cidade.

Prefiro questionar algo mais além, mais problemático e que não vimos ainda um posicionamento da gestão municipal sobre um planejamento de construções de escolas para atender essa demanda e também sair desses alugueis. Não é concebível aceitar todos esses gastos com reestruturação desses espaços alugados sem que existam projetos para construção de escolas nos quatro cantos da cidade.

Podemos em primeiro momento até entender a defasagem de espaços físicos próprios da prefeitura e compreender que esse momento é uma situação emergencial, justificando os diversos pontos aproveitados pela secretaria de educação para comportar os alunos.

É necessário um planejamento a médio e longo prazo, e isso ainda não vimos dos responsáveis pela educação, pintar vans, ônibus, reformar escolas sem que existam medidas paralelas de valorização da prática docente e sem construções de novos espaços educacionais, a prefeitura ficará fadada a repetir o que os outros governos municipais fizeram, paliativos e remendos.

É necessário muito mais do que frases de efeito “juntos pela educação”… É necessário a partir de ações objetivas e planejadas mostrar que a nossa educação tem que ser pensada muito além dos 4 anos de mandatos, para muito além de números e resultados, educação tem que ser planejada para forma geração e dessa forma contribuir para evolução da nossa cidade, e até agora não estamos vendo esses pontos no governo da prefeita Raquel Lyra.

*Alberes Silva é professor


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro