2 de janeiro de 2018 às 16h03min - Por Mário Flávio

Me surpreendi e fiquei profundamente triste, ao ver a matéria sobre o pequeno Arthur Aparecido de cinco anos, onde o mesmo estava em casa, brincando com sua prima, na cidade de São Paulo – SP, e foi atingindo por um projétil, provavelmente disparada por traficantes.

Mas o que me chamou atenção, foi o fato da criança percorrer por vários hospitais e não conseguir atendimento adequado, pois mesmo a família se disponibilizando para contratar uma ambulância particular, não havia médico disponível para acompanhar o pequeno Arthur. O que nos leva a uma análise e triste realidade que o sistema de saúde está um caos e na UTI, mas não por falta de dinheiro e sim, por falta de uma boa administração do dinheiro público.

Recentemente foi divulgado no site da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), um valor recorde de repasse para o Sistema Único de Saúde (SUS), onde o valor divulgado ultrapassa a marca de R$ 458,81 milhões, calculado até o mês de outubro de 2017. Este valor representa um aumento de 46% em comparação a 2016. Até o fim do ano, a ANS espera que o valor de ressarcimento ultrapasse a marca dos R$ 500 milhões. Os valores arrecadados são integralmente repassados ao Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Porém, fica a pergunta: quem é realmente o culpado pela morte de Arthur? Quem apertou o gatilho ou os que não se preocupam com a saúde do país? Recentemente um hospital de referência contra o câncer, que atendia mais de quinhentas crianças, foi fechado com o pretexto de que não havia repasse suficiente para manter o mesmo aberto. O hospital é apenas um triste exemplo da falta de fiscalização e controle do nosso dinheiro.

O SUS é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o maior sistema gratuito e universal do mundo de Saúde Pública. Sendo esse responsável por sete a cada dez brasileiros recorrem ao sistema quando surge algum problema de saúde, porém com o número alto de atendimento, a qualidade fica muito aquém do esperado, e de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), é considerado bem abaixo da média mundial.

Precisamos ter fé e esperança, que o dinheiro público investido na saúde, seja bem utilizado e que pessoas inocentes como o pequeno Arthur, não sejam vítimas dos criminosos de colarinho branco.

*Oscar Mariano é Publicitário


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro