9 de maio de 2018 às 12h03min - Por Mário Flávio

Não quero ocupar este espaço para teorizar sobre o alemão Karl Marx nas ciências sociais, não vou aqui aprofundar conceitos e nem as obras.

Indiscutivelmente ele ainda é grande referencia para quem deseja outro modelo econômico-social. Na academia dezenas de cursos tem obras de Marx como bibliografia obrigatória, seja para que suas ideias sirvam como referencia ou para estabelecer as críticas aos fundamentos, e ninguém chega ao patamar que ele chegou escrevendo palavras ao vento, assim como muitos que nunca o leram propagam.

Ler ou estudar Marx é ter a possibilidade de encontrar um meio para superação da sociedade capitalista, é se deparar com ideias que explicitam as contradições do capital, estudar Marx é entender que outro mundo é possível a partir de valores eticamente solidário e moralmente humanista.

Vale mencionar que muitos que se colocam ideologicamente marxistas leram pouquíssimas obras do mesmo, mas também vale mencionar que outros tantos que o criticam nunca leram absolutamente nada, estabelecem críticas infundadas que expõem muito mais a ignorância de quem o crítica do que uma crítica que nos leve a reflexão.

Há 200 anos nascia Marx, e a mais de 100 tentam jogá-lo no esquecimento da história, porém, basta uma grande nação entrar em crise econômica para o “Zumbi” voltar à tona, um exemplo interessante é aqui no Brasil, onde milhões de pessoas no subconsciente morrem de medo do “espectro comunista” que os fazem ver “comunismo” na bandeira do Japão, no governo petista, ao lado do Cristo no Rio ou nos governos reformistas de esquerda.

Definitivamente quem menos entendeu Marx foi à maioria dos partidos de todo o mundo que se dizem de esquerda. Estabelecer críticas aos opositores de Marx é uma questão de pouca sabedoria, já que a imensa maioria ficou apenas nas páginas iniciais do manifesto, e fazem uma “salada” de conceitos que além de mal interpretado, não podem ser atribuído ao alemão.

A possibilidade de uma sociedade igualitária não existiria sem a contribuição de Marx, o capitalismo seria ainda mais perverso se as obras marxianas não existissem, é extremamente necessário afirmar que Marx não era marxista, suas ideias deram condições para diversas correntes nascerem, inclusive das mais reformistas ao radicalismo, este último sendo corrente mais precisa do marxianismo.

Ser marxiano nos dias de hoje não é tarefa fácil. As ilusões que o capitalismo proporciona são muito sedutoras e ao contrário de outras linhas ideológicas, optar pelo materialismo dialético não é fruto do romantismo, é sobretudo acreditar na igualdade, na justiça social, acreditar nessa ideologia é não ficar sossegado com a fome do outro, com as injustiças proporcionadas pelo grande capital privatizando cada vez mais as riquezas e socializando cada vez mais a desigualdade e pobreza.

VIVA O BICENTENÁRIO DE KARL MARX!


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro