25 de abril de 2018 às 08h29min - Por Mário Flávio

Muito se sabe sobre os possíveis candidatos que têm chance de se eleger na eleição para governador de Pernambuco, e dentro de um modelo de política reformista que em pouquíssima coisa tende a construir mudanças estruturais, três candidatos estão no caminho do palácio do Campo das Princesas.

Poderíamos citar um quarto candidato com chances, porém seja ele Mendonça Filho ou Fernando Bezerra Coelho, esses entrarão no papel de coadjuvantes apenas para garantir um segundo turno e realocar as forças com outro grupo.

A possível candidatura de Mendonça Filho para o governo passa muito mais por uma decisão pessoal do que propriamente da cúpula do DEM. As primeiras pesquisas apontam índices insignificantes e o ex-ministro pode colocar em xeque seus próximos quatro anos, o mais viável e o que tudo indica é que o Mendonça volte a tentar manter sua vaga na câmara federal. A situação do Fernando Bezerra Coelho é um pouco mais cômoda, porque mesmo diante de uma derrota, caso seja candidato, ele se mantém ainda quatro anos como Senador.

Armando Monteiro Neto, nas últimas pesquisas, vem se mantendo próximo, nas intenções de voto, do atual governador. Pesa para o petebista bases sólidas no interior, Armando busca uma composição para a majoritária, com políticos do interior, e nesse contexto cresce o nome do ex-governador e caruaruense João Lyra Neto, já que a prefeita Raquel Lyra ainda não apresentou a chapa que irá apoiar.

Marília Arraes é a candidata que mais cresceu, é favorável a ela a herança do nome Arraes e por se apresentar como uma candidata nova, a petista entra no páreo aproveitando o vácuo deixado pela impopularidade de Paulo Câmara e pelas contradições de Armando Monteiro. Será um grande erro se o PT não aproveitar a chance de ter uma candidata competitiva e com grandes chances de chegar ao segundo turno.

Paulo Câmara, atual governador, parece que só nos últimos 12 meses entendeu que no modelo governabilista de coalisão é necessário fazer alianças para fortalecer suas bases, e o contexto político convergiu para o governo ter vários partidos com políticos de expressão com bases bem montadas, acarretando com isso palanques importantes, ouso dizer que esses números que lhe colocam em primeiro lugar nas intenções de votos devem-se muito mais pelos apoios das suas bases do que propriamente suas ações.

Essa eleição mostrará três candidatos quase que em condições semelhantes para disputar um segundo turno, ao mesmo tempo apresenta três postulantes com características distintas e essa situação apimentará os debates.

Paulo Câmara, Marília Arraes e armando Monteiro têm hoje posturas antagônicas, enquanto Armando vem com sua larga experiência, condiciona a ter mais habilidades para compor o grupo, porém, os votos no senado a favor das reformas do governo Temer pode se voltar contra ele, criando um ambiente hostil e fuga de eleitores.

Paulo Câmara vem para uma reeleição sem o condicionante que lhe  fez ser governador: a figura de Eduardo Campos. Seus problemas não serão maiores porque a base construída por Campos lá atrás, em sua maioria, se mantém.

Pode-se afirmar que a Marilia Arraes (até essa data o PT ainda não oficializou sua candidatura) é a surpresa desse pleito, resta saber se todas as implicações do PT em cenário nacional afetarão seu desempenho.

*Alberes Silva é professor


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro