19 de novembro de 2015 às 08h55min - Por Mário Flávio

Há quem questione que privatizações são arcaicas e não eficientes. Tal afirmação deve ser descontada de método lógico racional de analisar a economia e ser observada apenas como uma afirmação ideológica. É pretensão deste texto levar a discussão sobre a eficiência econômica e consequentemente os benefícios sociais de tal processo de privatização. Sendo apenas apontados os benefícios e vantagens de uma economia de mercado e a importância desse processo no atual momento.

Temos um cenário insatisfatório, para não dizer depressivo, sobre a liderança de um governo que prometeu o que sabia que não conseguiria cumprir. Duas estatais falidas, um governo com lema desenvolvimentista responsável pela queda das indústrias do país. Uma taxa de juros, cambio e inflação elevados. E um crescimento abaixo de outros governos tão ridicularizados na história do Brasil.

Conseguir analisar uma prosperidade nos próximos anos é tarefa difícil. Com a possibilidade real de termos uma crise profunda nas contas públicas. Como foi demostrado recentemente, no estudo feito pelos economistas Eduardo Giannetti, Mansueto Almeida e Marcos Lisboa, que é considerado um choque para quem ler (O ajuste inevitável). Os economistas apontam uma crise nas contas públicas até 2030 de R$ 300 bilhões em déficit. Gastos estes vindos da previdência, educação e saúde basicamente. Dívida essa que por si só, as privatizações não resolverão.

A explicação para esse absurdo financeiro tem como fundamento a expansão fiscal do governo. Desde 2010 o governo intensificou os gastos em infraestrutura, educação e saúde e principalmente na ‘maquina pública’. A ampliação de ministérios, órgãos, agências, e serviços públicos cresceram de forma considerável. Mas como sabemos esses gastos não geram riqueza, não contribuem de forma efetiva no desenvolvimento econômico. Não no médio e longo prazo.

Apesar dessas respostas expostas à sociedade, ainda se argumenta que o Estado é capaz de gerir bens e serviços a sociedade de forma eficiente. Mas como sabemos não é. Os mercados privados e competitivos têm os melhores resultados na geração de eficiência. A prosperidade econômica e social que almejamos é erradicação da pobreza. Uma sociedade com acesso a bens e serviços básicos é uma sociedade prospera. Esse acesso pode ser garantido não por meio de distribuição de renda ou programas sociais. Podem ser via o aumento da competividade na economia e ganhos de produtividade, que geram produtos e serviços à sociedade cada vez mais baixo custo.

A prova disso é que, é mais provável encontrar nas periferias casas com TV, DVD, Smartphones e ao mesmo tempo sem acesso a saneamento básico. Ou se preferir jovens de periferia cursando faculdades e cursos online do que frequentando faculdades públicas. Se tais críticos do mercado quiserem mesmo acabar com a pobreza, como afirmam, devem deixar de lado suas utopias arcaicas tão debatidas em diretórios acadêmicos e começar a entender os manuais de economia e os resultados reais das economias capitalistas.

*Pedro Neves – Coordenados do Grupo de estudos Libertários Mandacaru


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro