Anderson Ferreira vai para o ataque: “Meu pai é um pastor e nunca foi acusado de ser ladrão”

Mário Flávio - 22.09.2022 às 18:36h

Após a pesquisa do Ipec divulgada nesta quarta-feira (21) que mostra um empate quádruplo na segunda posição, o candidato a governador Anderson Ferreira (PL) fez críticas a “baixarias” na campanha eleitoral, mas levantou a artilharia contra adversários.

Em entrevista concedida à Rádio Salgueiro FM na manhã desta quinta-feira (22), Anderson disse que “brigas e intrigas têm puxado para baixo a autoestima das pessoas e se posicionou contrário à falta de um debate propositivo”.

“Os nossos adversários deram início a um festival de promessas que, agora, se soma às baixarias de uma gente nova e que, pela inexperiência, começa a se perder. Quem não se lembra do que aconteceu nas últimas eleições no estado, na eleição do governador Paulo Câmara (PSB), e no Recife, com João Campos (PSB)? Brigas e intrigas que só levaram o estado e a autoestima da população para baixo. Quero estar o mais longe possível de tudo isso”, disse Anderson.

Mas ele também foi para a ofensiva: “iniciei minha vida à frente de projetos sociais e de evangelização, de forma muito simples e humilde. Meu pai, de quem tenho muito orgulho, sempre foi um pastor e não um ladrão acusado de roubar nada por onde passou, seja no estado ou no Brasil, como alguns do lado de lá tentam esconder”.

No meio político, a fala de Anderson foi interpretada como críticas ao senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), ex-líder do governo Bolsonaro e pai do candidato do União Brasil a governador, Miguel Coelho.

Fernando Bezerra foi indiciado em junho de 2021 pela Polícia Federal por supostas práticas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento do caso. O Supremo Tribunal Federal enviou o caso para a Justiça Federal. O senador sempre negou participação em irregularidades.