19 de janeiro de 2016 às 23h42min - Por Mário Flávio

As chuvas recentes no Agreste de Pernambuco trazem para os agricultores e agricultoras uma esperança de após anos de uma seca muito dura finalmente a região voltar a ter uma boa safra. Mas já não é mais viável se pensar na produção agrícola sem imaginar formas de aproveitamento e manejo das águas, por isso queremos convidar a todos para conhecer a revolução que vem sendo proporcionada pelo Programa Pernambuco Mais Produtivo e pelas cisternas de placas.

Nos próximos dias 21, 22 de 23 janeiro, de quinta até sábado, um grupo de agricultores estará participando de cursos Gestão de Água para a Produção de Alimentos (GAPA) e do Sistema Simplificado de Manejo de Água para a Produção (SISMA). A população do Agreste muitas vezes vê as cisternas de placas que têm sido construídas em todo o Semiárido, mas seria muito importante mostrar para um grande público como se faz para que esses equipamentos tão simples realmente funcionem e possam efetivamente melhorar a vida das famílias beneficiadas e nosso meio ambiente.

Nas cidades de Cumaru, Bom Jardim, Taquaritinga e Surubim, somente o Centro Sabiá já construiu quase 300 cisternas (296, precisamente), sendo que a maioria está cheia, com água e as famílias plantando nesse início de 2016. Mas o trabalho das organizações que fazem parte da Articulação no Semiárido Brasileiro vai além de simplesmente construir as tecnologias de captação de água, uma parte fundamental é também discutir e informar aos moradores de áreas rural como é possível viabilizar a produção agrícola de maneira que não agrida e até consiga contribuir para a melhoria do meio ambiente.O Centro Sabiá ainda irá construir até o fim do Programa Pernambuco Mais Produtivo mais 654 cisternas. Satisfação garantida das famílias beneficiadas, mas é importante também destacar que elas passam a ter contato com a produção agroecológica, ampliando seus horizontes, e podendo ser parte de uma novidade que é a produção agrícola aliada à preservação do meio ambiente. 

E o melhor é que bons resultados já podem ser vistos, agricultores e agricultoras têm resistido e prosperado até mesmo em meio a uma das maiores secas já vistas na região (que ainda não é passado!).


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro