23 de fevereiro de 2013 às 10h25min - Por Mário Flávio

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) iniciou inspeções nas agências bancárias de Caruaru, para verificar se os itens de segurança previstos em lei estão sendo cumpridos. Os promotores de Justiça Paulo Augusto Oliveira e Geovany de Sá Leite estiveram acompanhados por representantes do Ministério Público do Trabalho, oficiais da Polícia Militar, delegados de Polícia Civil, representantes da Prefeitura local, agentes da Polícia Federal e fiscais do Procon e da Vigilância Sanitária.

As inspeções vão servir para o MPPE conferir in loco as condições de segurança das agências bancárias, cujos gerentes preencheram questionários encaminhados pelo Ministério Público acerca de equipamentos de segurança. “Precisamos observar se os bancos caruaruenses dispõem de vigilantes, guaritas, câmeras de monitoramento e portas giratórias, por exemplo”, observa Paulo Augusto. Após essas inspeções, o MPPE vai analisar a necessidade de se firmar Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) para que todas as exigências de segurança sejam cumpridas. Caso não se chegue a um entendimento, os promotores podem ingressar na Justiça com uma Ação Civil Pública ou cobrar da prefeitura de Caruaru a cassação do alvará de funcionamento dessas agências.

Caruaru é o primeiro município do interior pernambucano a ter suas agências bancárias convocadas pelo MPPE para instalação de equipamentos de segurança, em cumprimento à legislação. O assunto foi debatido durante encontro realizado pelos promotores de Justiça Paulo Augusto Oliveira e Geovany de Sá Leite, no início deste mês na sede do MPPE no município. A reunião contou com a participação dos delegados da Polícia Civil, oficiais da Polícia Militar e representantes dos bancos Bradesco, Santander, Itaú, HSBC, Caixa e BNB. Durante aquele encontro, Geovany Leite enfatizou a necessidade da instalação desses equipamentos de segurança, como medidas de prevenção a assaltos. “Com isso, queremos assegurar a segurança das pessoas, usuárias do sistema bancário, bem como de seus funcionários”, reforça Geovany.

De acordo com Paulo Augusto, os promotores de Justiça dos dezoito municípios da 6a Circunscrição Ministerial devem cobrar das agências bancárias de suas cidades iguais providências. Na avaliação do procurador do Trabalho, Marcelo Souto Maior, que também participou da reunião, o Ministério Público do Trabalho tem a preocupação de assegurar a integridade dos funcionários nas agências bancárias.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro