6 de fevereiro de 2021 às 21h38min - Por Mário Flávio

O relógio em Catende não consegue chegar a meia noite… A sombrinha está fechada e esse ano não irá amparar a brisa da cidade da Mata Sul, já que sua senhora de quatro metros e meio não sairá esse ano pelas ruas de Catende.

Quem não conhece a história de um bloco de carnaval que sai a meia noite de um cemitério?

Sim, cemitério! Quem não sabe que isso é lá em Catende? Isso, de Catende sim! E hoje não haverá frevo, mas os tons, as cores e os acordes, vem dando um ar sombrio na história esse ano, que fez do mistério à folia, deixar um gosto amargo.

O coração dos catendenses aderentes ao evento está partido… Parece até que o período combinou com a saudade que sentiríamos esse ano de Marcos Catende, que puxava o bloco por toda a vida.

Mas não foi combinado, não tem Marcos e não tem festa, com isso, a tristeza ainda é maior.

Tem um vírus canalha no meio, que deixa inviável a história virar festa, então paramos num luto por tantos que o canalha levou e pelo luto à Marcos Catende.

Mas quem conta com os acordes de David dos Ideais no teclado 🎹 não já entoa…

“Bate é meia noite, e sai lá do cemitério 🪦…”

Podemos até matar a saudade subindo e descendo ladeira, mas a cidade não estará acesa, não haverá mulher da sombrinha.

Agora é esperar e torcer para que a festa ano que vem volte. Para isso, basta estarmos protegidos sanitariamente contra o canalhavírus, e haverá mulher da sombrinha, mas o trio de Marcos Catende não, esse será uma eterna saudades.

Obrigado a cada um que por esses 24 anos acompanharam
Danilo, Tão, Jadson, Roger, Marcelo, Daniel, Paulinho, Aldir, Bronw, Hélio, Gata, Vavá, os amigos de Maceió, David e Marcos Catende.

Nós somos a Banda de Marcos Catende!


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro