Perfil “Raquel Bolada” passa a ser alvo de notícias-crime apresentadas por Raquel Lyra e Priscila Krause

Mário Flávio - 25.09.2026 às 06:19h

O perfil “Raquel Bolada”, atribuído em processos a Eduardo da Silva Souza, passou a ser alvo também de notícias-crime apresentadas pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e por sua candidata a vice, Priscila Krause (PSD). As medidas ocorrem após uma sequência de ações na Justiça Eleitoral envolvendo publicações contra a chapa.

Em petição encaminhada à Polícia Federal, Raquel e Priscila sustentam que Eduardo manteria perfis digitais voltados a ataques contra a governadora. Segundo a representação, a conduta teria continuado mesmo após decisões judiciais que determinaram a remoção de conteúdos e a suspensão temporária de contas.

Na Justiça Eleitoral, Raquel Lyra e a coligação Pernambuco de Coração também apresentaram notícia-crime contra Eduardo. A peça reúne postagens publicadas ao longo de setembro e pede apuração sobre possíveis crimes eleitorais e contra a honra. Entre os episódios citados estão montagens ofensivas, uma convocação para eleitores “recepcionarem” a candidata em agenda de campanha acompanhada de emoji de ovo e publicações que afirmavam que mulheres teriam sido submetidas a laqueaduras sem consentimento por ordem da governadora.

O caso já havia motivado decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco. Em 12 de setembro, o relator Luiz Gustavo Mendonça de Araújo determinou a retirada de uma publicação, proibiu a repetição de conteúdo equivalente e ordenou a suspensão do perfil “Raquel Bolada” por sete dias. Na análise preliminar, o magistrado apontou que a postagem poderia ser interpretada como estímulo à hostilidade física contra a candidata e determinou vista ao Ministério Público Eleitoral para avaliar possíveis crimes e eventual violência política contra a mulher.

Na notícia-crime enviada à Polícia Federal, Raquel Lyra e Priscila Krause pedem que seja avaliada a necessidade de busca e apreensão de equipamentos e de perícia para identificar quem produz os conteúdos, se há encomenda, orientação externa ou financiamento e quem participa da administração dos perfis. As representantes também requereram à Prefeitura do Recife informações sobre eventual vínculo direto ou terceirizado de Eduardo com a gestão municipal. Os pontos são objeto dos pedidos de investigação e ainda não representam conclusões estabelecidas.

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