Ex-executivo do Banco Genial e empresário ligado ao Master são alvos de nova fase da Operação Carbono Oculto

Mário Flávio - 24.09.2026 às 09:32h

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (24) a Operação Crédito Oculto, terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ação cumpre 27 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.

Entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, seus irmãos André e Bruno Tupinambá, além do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro e dono da Entre Investimentos. Freixo é citado como empresário ligado ao caso envolvendo o Banco Master.

Segundo o Ministério Público, a nova etapa apura uma estrutura financeira e societária que teria sido usada para movimentar mais de R$ 120 milhões e ocultar os reais controladores de uma usina sucroalcooleira. A investigação também examina a compra da distribuidora Terrana, uma das maiores do setor de combustíveis no país.

Os investigadores apontam suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Nesta fase, os mandados têm como foco a coleta de provas sobre a atuação de agentes do sistema financeiro e empresas que teriam integrado a estrutura investigada.

Em nota, o Banco Genial afirmou que Humberto Tupinambá não integra a diretoria nem é sócio da instituição desde maio de 2026. A empresa disse ainda que forneceu informações e documentos solicitados pelas autoridades, fez as comunicações cabíveis ao Coaf e renunciou à administração do Fundo Radford após a deflagração da primeira fase da Carbono Oculto.