Raquel diz que grupo de João Campos “atrapalhou o tempo inteiro” o Governo de Pernambuco

Mário Flávio - 03.09.2026 às 05:39h

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) afirmou, nesta quarta-feira (2), que o grupo político do prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), tentou dificultar ações de sua gestão ao longo dos últimos anos. A declaração foi dada durante sabatina na Rádio Folha PE.

Ao comentar sua relação com o governo do presidente Lula (PT), Raquel criticou adversários que atualmente defendem uma parceria entre Pernambuco e o Palácio do Planalto. Segundo ela, integrantes do grupo de oposição atuaram para impedir avanços do governo estadual.

“Quem tá dizendo hoje que vai fazer parceria com o presidente Lula atrapalhou o tempo inteiro, não queria que as coisas acontecessem aqui, travava as coisas acontecendo aqui. Ir para banco público para evitar que a gente pegasse empréstimo? Travar na Assembleia Legislativa projetos importantes, travar o orçamento. A quem serve travar o orçamento? A mim? A Pernambuco”, declarou.

Embora não tenha citado João Campos nominalmente nesse trecho, a crítica foi direcionada ao campo político do principal adversário na disputa pelo Governo do Estado. Raquel argumentou que eventuais obstáculos impostos à administração estadual atingiram Pernambuco, e não apenas sua gestão.

A governadora também afirmou que não pretende transformar os ataques aos adversários no centro de sua campanha.

“Agora, não subestime a inteligência de um povo. O povo é sábio. Eu não perdi tempo falando deles. Eu investi tempo cuidando do Estado, cortando o mato alto, arregaçando as mangas”, afirmou.

Durante a sabatina, Raquel voltou a defender uma candidatura desvinculada de uma disputa entre o presidente Lula e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ela, seu projeto eleitoral está concentrado em Pernambuco.

“Nossa candidatura representa todas as cores partidárias. No arco-íris da bandeira de Pernambuco, claro, em todas elas. Eu me abracei com a bandeira de Pernambuco desde o começo, isso não era uma estratégia não”, disse.

Balanço da gestão

Raquel também utilizou a entrevista para apresentar um balanço de ações do governo. Na saúde, falou sobre as condições estruturais encontradas nas unidades estaduais e defendeu as reformas realizadas durante sua administração.

Ao comentar episódios de queda de parte do forro do Hospital da Restauração, a governadora atribuiu os problemas à falta de manutenção acumulada ao longo dos anos.

“Caiu o forro, mas não caiu por minha causa. Caiu porque não fizeram manutenção por muito tempo. Quando a gente tira o forro para trocar, não troca só o forro, troca toda a tubulação, a rede elétrica, hidráulica e de gases”, afirmou.

Na segurança pública, Raquel destacou a contratação de profissionais e anunciou a previsão de um novo concurso público ainda neste ano, com 3,9 mil vagas.

“A gente vai fazer concurso público ainda este ano com 3,9 mil vagas. Nós não temos compromisso com o crime, nem com o erro. Mas presídio não dá voto. Mesmo assim, a gente está fazendo”, declarou.

A candidata também citou a ampliação da estrutura do sistema prisional e afirmou que o governo continuará adotando medidas de enfrentamento à criminalidade.

“O crime vai se isolando em Pernambuco. Não dá para ter escritório de crime dentro de presídio. E a gente corta na própria carne sim. Não temos compromisso com crime nem com erro, muito pelo contrário, nós estamos aqui para enfrentá-lo”, concluiu.