O jurídico da Frente Popular protocolou, na tarde desta terça-feira (1º), um pedido de investigação complementar sobre o caso dos panfletos apócrifos envolvendo a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD). A nova manifestação complementa o pedido apresentado no domingo (30), quando o material veio a público.
Segundo a Frente Popular, o novo documento encaminhado à Justiça Eleitoral reúne informações divulgadas pela imprensa sobre pessoas que teriam ligação atual ou anterior com cargos comissionados no Governo de Pernambuco e que seriam responsáveis pelo perfil “Bastidor.PE”, no Instagram.
De acordo com a coligação, os responsáveis pelo perfil teriam ligação com um ocupante de cargo comissionado da Casa Civil e ex-comissionados da Secretaria de Turismo do Estado. A Frente Popular destaca ainda que a pasta foi a mesma em que trabalhou Amisadai Andrade, personagem de outra controvérsia que marcou a campanha eleitoral nas últimas semanas.
O ponto central levantado no pedido é a publicação, pelo Bastidor.PE, de uma fotografia de um panfleto sem identificação de autoria que faz referência ao marido de Raquel Lyra. A Frente Popular sustenta que essa seria a única imagem conhecida desse material específico.
A coligação afirma ainda que realizou uma varredura pela cidade, mas não localizou exemplares iguais ao que aparece na publicação do perfil. Segundo o jurídico da Frente Popular, também não haveria, até o momento, relato conhecido de pessoas que tenham recebido nas ruas esse modelo específico de panfleto.
Com base nessas informações, a Frente Popular pediu que o perfil Bastidor.PE, seus responsáveis e eventuais vínculos deles com o Governo do Estado sejam incluídos nas investigações.
O pedido complementar foi encaminhado à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal. As alegações apresentadas pela Frente Popular integram agora o material submetido à apuração das autoridades e, por si só, não representam conclusão sobre a autoria ou eventual participação dos citados na produção ou divulgação dos panfletos.

