O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), divulgou neste sábado (29) uma mensagem de solidariedade ao candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), após as denúncias envolvendo a existência de uma suposta estrutura digital voltada para ataques políticos contra o socialista.
Em vídeo, Alckmin afirmou que João tem seu apoio diante das acusações que ganharam repercussão nacional nos últimos dias.
“João Campos, você tem o meu apoio e a minha solidariedade contra essa rede de ódio revelada pela imprensa nacional. Vamos em frente, fazendo uma campanha limpa como você faz. Estamos juntos, em Pernambuco e no Brasil, com João Campos”, declarou o vice-presidente.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), e o ex-ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho (Republicanos) também se manifestaram em solidariedade ao candidato da Frente Popular.
As denúncias ganharam repercussão após reportagem exibida pela Record na última terça-feira (25), com declarações do ex-servidor estadual Amisadai Andrade.
A acusação apresentada pela oposição é de que uma estrutura de comunicação teria utilizado páginas de notícias e perfis nas redes sociais para atingir adversários do Governo do Estado, inclusive com possível utilização indireta de recursos provenientes de publicidade pública. O Governo de Pernambuco e a governadora Raquel Lyra têm contestado as acusações e negado a existência de um “gabinete do ódio”.
Amisadai foi exonerado na quarta-feira (26), após a repercussão da reportagem. No mesmo dia, o Metrópoles publicou registros oficiais de acesso ao Palácio do Campo das Princesas indicando entradas do então servidor para reuniões na sede do Governo do Estado.
O episódio também chegou à Justiça Eleitoral. Na quinta-feira (27), os advogados da Frente Popular anunciaram uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), apontando suposto abuso de poder político e econômico.
A coligação informou ainda que levaria as denúncias a outros órgãos de fiscalização e controle, entre eles o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e o Ministério Público Eleitoral (MPE).
