Caso seja reeleita em outubro, a governadora Raquel Lyra (PSD) poderá começar 2027 com uma ampla maioria na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). É o que aponta um levantamento realizado para o Blog do MF a partir de projeções feitas com a formação das chapas para deputados estaduais.
Pelas projeções apresentadas, a base governista poderia reunir entre 35 e 37 dos 49 deputados estaduais que comporão a próxima legislatura.
O cenário representa uma mudança significativa em relação ao primeiro mandato de Raquel Lyra, marcado por dificuldades de articulação política com a Alepe e por derrotas do Palácio do Campo das Princesas em votações importantes. A possibilidade de uma bancada numericamente ampla, portanto, daria à governadora uma condição política bem diferente a partir de 2027.
Na projeção, o PSD, partido de Raquel Lyra, aparece com possibilidade de eleger entre 10 e 11 deputados estaduais. A Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, teria entre nove e dez cadeiras.
O PSB, que em 2022 elegeu 14 deputados estaduais mesmo com a derrota do então candidato ao Governo de Pernambuco, Danilo Cabral, aparece agora com uma projeção de sete a oito parlamentares. Já a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, teria entre seis e sete cadeiras.
O Podemos é projetado com seis deputados, enquanto o PL aparece com quatro, podendo chegar a cinco cadeiras. Avante, MDB, Novo e Republicanos, juntos, poderiam eleger cinco parlamentares.
As contas, entretanto, não correspondem automaticamente à composição da futura oposição e situação. O PSB, o MDB e o Republicanos são hoje declaradamente oposicionistas, enquanto a Federação Brasil da Esperança apoia a candidatura de João Campos ao Governo. Ao mesmo tempo, dois deputados do PT e a bancada do PV apoiam Raquel Lyra.
Situação semelhante ocorre no Podemos. Embora o partido tenha fechado apoio à reeleição da governadora, os deputados Mário Ricardo e Fabrizio Ferraz fazem oposição ao Palácio. A composição das bancadas, portanto, não deve ser confundida com o tamanho efetivo da base governista.
Blog fará projeções
Ainda hoje o blog trará os principais nomes cotados para a disputa. O levantamento representa uma fotografia do cenário após as convenções partidárias e não uma previsão definitiva do resultado eleitoral. As chapas proporcionais ainda passarão pelo período de campanha, quando podem ocorrer mudanças significativas na distribuição de votos entre os candidatos.
Além disso, a eleição proporcional depende não apenas da votação individual, mas também do desempenho coletivo das legendas e federações. Por isso, alterações na força eleitoral de uma chapa podem modificar o número de cadeiras conquistadas e, consequentemente, a composição da Alepe.
Outro fator de difícil mensuração é o chamado voto de opinião, que pode provocar surpresas na reta final da campanha. Assim, tanto o número de deputados eleitos por cada legenda quanto os nomes que efetivamente conquistarão uma cadeira só serão conhecidos com a apuração das urnas.
