A federação PSDB/Cidadania decidiu adotar uma posição de neutralidade na disputa pelo Governo de Pernambuco, deixando de integrar o palanque da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). A mudança ocorre após intervenção da direção nacional do PSDB na condução da legenda em Pernambuco, com a destituição de dirigentes ligados ao grupo da governadora e a invalidação da convenção estadual realizada no fim de julho.
Com a decisão, a base partidária de Raquel Lyra passa a ser composta por PSD, Progressistas (PP), União Brasil, Avante e Podemos. A federação PSDB/Cidadania não integrará oficialmente nenhuma coligação na eleição para o Governo do Estado. No entanto, o Cidadania em Pernambuco, por meio de sua direção estadual, anunciou apoio à candidatura de João Campos (PSB).
Nos últimos dias, outras legendas também passaram a apoiar a Frente Popular de Pernambuco. Entre elas estão a federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), o Mobiliza e a Democracia Cristã (DC), que se somam ao bloco formado por PSB, Republicanos, Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PDT, MDB e Agir. Com isso, o grupo reúne atualmente 12 partidos na disputa estadual.
A reorganização das alianças também impacta a divisão do tempo destinado à propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Com a ampliação da frente de apoio, a campanha de João Campos tende a concentrar a maior parcela do tempo de guia eleitoral e das inserções partidárias durante o período oficial de propaganda, que tem início após o calendário definido pela Justiça Eleitoral.
