Vice de Flávio Bolsonaro se apresenta como “soldado do Nordeste” ao ser anunciado na chapa presidencial

Mário Flávio - 05.08.2026 às 14:58h

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou nesta quarta-feira (5) que será um “soldado do Nordeste” durante a campanha presidencial, após ser anunciado como candidato a vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em discurso na sede nacional do PL, em Brasília, o parlamentar destacou a responsabilidade da missão e prometeu lealdade ao presidenciável.

“O Brasil estaria muito melhor servido com as senhoras, mas quis Deus e o destino que este momento trouxesse um soldado do Nordeste. Um soldado que honrou a sua história com trabalho e dignidade. Alguém simples, mas que está pronto para a luta, alguém que tem boa fé, sabe o tamanho da responsabilidade. Terei lealdade e gratidão”, declarou Gaspar.

Durante o pronunciamento, o deputado também fez referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e agradeceu ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, além do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro.

A escolha de Alfredo Gaspar ocorre após semanas de articulações do PL para definir o nome que ocuparia a vice-presidência da chapa. Flávio Bolsonaro buscava inicialmente uma composição com outro partido e chegou a avaliar a indicação de uma mulher para o posto, mas as negociações não avançaram.

Antes da definição, Gaspar era apontado como pré-candidato ao Senado por Alagoas, em uma disputa que teria como adversários Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB).

O anúncio reuniu diversas lideranças políticas na sede do PL, entre elas a senadora Tereza Cristina (PP-MS), o senador Rogério Marinho (PL-RN), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques (Republicanos), nomes que também chegaram a ser cotados para compor a chapa presidencial.

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que continuará contando com o apoio dessas lideranças durante a campanha e em um eventual governo, apesar de PP e Republicanos não terem formalizado adesão à candidatura. O candidato também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez ataques ao governo federal ao abordar as investigações sobre supostas fraudes envolvendo descontos em benefícios do INSS.