Ciro Nogueira virá a Pernambuco para comandar convenção da União Progressista após definição da chapa de Raquel

Mário Flávio - 02.08.2026 às 15:31h

O senador Ciro Nogueira, copresidente nacional da federação União Progressista, cumprirá agenda em Pernambuco na próxima quarta-feira (5) para conduzir a convenção estadual da aliança formada por União Brasil e Progressistas (PP). O encontro está marcado para as 11h, na sede do PP, no Recife, e será responsável por oficializar as candidaturas da federação para as eleições deste ano.

A presença de Ciro já estava prevista antes da conclusão das negociações que resultaram na retirada da candidatura do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e na escolha do deputado federal Eduardo da Fonte para ocupar a segunda vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Ainda assim, a visita ganhou maior relevância diante das discussões internas que marcaram a definição da composição majoritária.

Durante o período de negociações, surgiram especulações de que a direção nacional da federação poderia intervir na decisão, diante das conversas mantidas pela governadora com Eduardo da Fonte, Miguel Coelho e também com o deputado federal Túlio Gadêlha. No entanto, Ciro Nogueira já havia afirmado anteriormente que não pretendia rever a decisão aprovada pela maioria da executiva estadual da federação, favorável ao nome de Eduardo da Fonte.

Na ocasião, o senador também declarou que, caso Raquel Lyra mantivesse a candidatura de Túlio Gadêlha ao Senado, a federação apresentaria apenas Eduardo da Fonte como candidato. Em outra avaliação, Ciro afirmou que uma composição com três postulantes à mesma disputa seria uma estratégia “fadada à derrota”.

A convenção da União Progressista acontecerá após a convenção que oficializou a candidatura à reeleição de Raquel Lyra. Antes da definição da chapa, Ciro Nogueira chegou a minimizar o fato de a reunião da federação ocorrer em data posterior, afirmando que não via qualquer impedimento e lembrando que a ata da convenção da governadora poderia permanecer aberta para ajustes, medida que acabou não sendo necessária após o acordo político.