A poucos dias da convenção da governadora Raquel Lyra (PSD), marcada para este domingo (2), a disputa pela vaga ao Senado continua sendo o principal foco de tensão na base governista. Embora o União Brasil tenha confirmado para este sábado (1º) a convenção que homologará a candidatura de Miguel Coelho ao Senado, o Progressistas mantém a defesa do nome do deputado federal Eduardo da Fonte, prolongando o impasse dentro da Federação União Progressista.
O União Brasil reunirá suas lideranças na sede estadual do partido, no Recife, para oficializar Miguel Coelho como candidato ao Senado, além de homologar os nomes que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O evento reforça a estratégia da legenda de manter Miguel como representante da federação na chapa majoritária e de consolidar a aliança com Raquel Lyra para as eleições deste ano.
Do outro lado, o Progressistas sustenta que a definição da candidatura ao Senado cabe à Federação União Progressista, que já aprovou internamente o nome de Eduardo da Fonte. Lideranças da sigla afirmam que uma eventual manutenção de Miguel Coelho poderia gerar dificuldades para a formalização da candidatura, uma vez que a documentação da federação precisa ser assinada por sua direção para ser encaminhada à Justiça Eleitoral.
Além da disputa política, a divergência envolve um aspecto estratégico da campanha. Integrantes do Progressistas argumentam que a indicação de Eduardo da Fonte garantiria à chapa governista maior tempo de propaganda no rádio e na televisão, fator considerado decisivo durante o período eleitoral. O debate sobre a composição da majoritária, portanto, extrapola a escolha de um nome e passa a envolver o planejamento da campanha e o equilíbrio da aliança formada por PSD, PP e União Brasil.
Nos bastidores, interlocutores das duas legendas reconhecem que ainda existe espaço para um entendimento antes do encerramento do prazo das convenções partidárias. Uma das possibilidades discutidas é a antecipação da convenção da Federação União Progressista, inicialmente prevista para ocorrer até o dia 5 de agosto, caso haja consenso entre os partidos. Até lá, a definição da vaga ao Senado permanece como a principal pendência da base aliada da governadora.
Se confirmado até o fim do prazo das convenções, o desfecho desse impasse deverá influenciar diretamente a formação da chapa majoritária de Raquel Lyra e a estratégia da campanha governista na disputa eleitoral. A conferir.
