O impasse envolvendo a definição da segunda vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) tem fortalecido, nos bastidores, o nome do senador Fernando Dueire (PSD). Com a falta de entendimento entre o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), ambos da Federação União Progressista, aliados da governadora passaram a enxergar o atual senador como uma alternativa viável para compor a chapa majoritária.
Embora a executiva estadual da federação já tenha escolhido Eduardo da Fonte como seu indicado, Miguel Coelho mantém a pré-candidatura e chegou a admitir a possibilidade de disputar o Senado fora da aliança liderada por Raquel Lyra. Caso o impasse permaneça até a convenção partidária, prevista para ocorrer antes do encerramento do prazo legal, em 5 de agosto, cresce a avaliação de que a governadora poderá optar por uma chapa formada por Fernando Dueire e o deputado federal Túlio Gadelha (PSD).
Nos bastidores, interlocutores do Palácio do Campo das Princesas afirmam que Dueire tem sido tratado por Raquel Lyra como “meu senador” durante agendas pelo Estado, sinalizando prestígio junto à chefe do Executivo. Além disso, prefeitos aliados estariam defendendo a permanência do senador na chapa, considerando-o um nome de consenso diante da disputa entre PP e União Brasil.
Outro fator apontado por aliados é a boa relação de Dueire com diferentes grupos políticos, o que poderia facilitar uma composição. A principal ressalva levantada internamente é o fato de ele integrar o mesmo partido da governadora, assim como Túlio Gadelha, hipótese que resultaria em uma chapa formada exclusivamente por filiados ao PSD.
Apesar desse cenário, a definição também depende do posicionamento da Federação União Progressista. Para avançar com uma eventual mudança na composição, Raquel Lyra busca assegurar o apoio formal da federação, especialmente pela importância do tempo de propaganda no rádio e na televisão durante a campanha. Na última segunda-feira, a governadora participou de uma videoconferência com os presidentes nacionais do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, na tentativa de obter uma manifestação pública de apoio. Até o momento, no entanto, não houve anúncio oficial, já que as duas siglas ainda tentam encontrar uma solução consensual para a disputa interna pela indicação ao Senado.
