Humberto Costa tem o apoio de 60 prefeitos ligados a Raquel

Mário Flávio - 13.07.2026 às 16:06h

O apoio de prefeitos à pré-candidatura do senador Humberto Costa (PT) tem provocado movimentações nos bastidores da base da governadora Raquel Lyra (PSD). O petista já garantiu o respaldo de cerca de 60 prefeitos alinhados politicamente à governadora. Um dos exemplos mais emblemáticos é Caruaru, onde Humberto recebeu o apoio do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), reforçando sua estratégia de ampliar espaço entre gestores da base governista.

A articulação de Humberto tem aumentado a preocupação entre os demais pré-candidatos ao Senado que aguardam a definição oficial da chapa de Raquel Lyra. Enquanto os nomes ligados ao ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), iniciaram há cerca de quatro meses a busca por apoios no interior, aliados da governadora ainda esperam o anúncio definitivo para intensificar a campanha. Nos bastidores, cresce a avaliação de que o tempo pode ser insuficiente para construir uma rede de alianças semelhante, sobretudo porque os prefeitos desempenham papel decisivo na transferência de votos para os candidatos ao Senado.

Na condição de senador, Humberto Costa percorreu o Estado defendendo que buscava apenas um dos dois votos disponíveis para o Senado, argumento que facilitou o diálogo com prefeitos de diferentes partidos. Além disso, também destacou a possibilidade de uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial, afirmando que isso fortaleceria sua capacidade de atuação em favor dos municípios pernambucanos.

“Estamos atrasados, mas a governadora tem força suficiente para mudar muita coisa”, afirmou ao Blog do MF um dos pré-candidatos que ainda aguarda a confirmação da chapa governista. A avaliação se apoia no histórico político de Pernambuco, onde governadores bem avaliados costumam eleger seus candidatos ao Senado.

Apesar desse histórico, analistas políticos enxergam um cenário diferente em 2026. Com duas candidaturas competitivas ao Governo do Estado — Raquel Lyra e João Campos —, cresce a percepção de que cada um poderá eleger um senador. Na leitura desses observadores, a tendência seria a formação de uma bancada composta por um representante da esquerda e outro de perfil mais ao centro, capaz de atrair eleitores da direita, que também terá pré-candidatos ao Senado pelo Novo e pelo PL, ambos ainda sem experiência em disputas majoritárias.