João Campos promete isenção da tarifa mínima da Compesa para famílias de baixa renda em áreas com rodízio de água

Mário Flávio - 08.07.2026 às 18:50h

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), apresentou nesta quarta-feira (8) uma nova proposta de campanha voltada para os consumidores atendidos pelo sistema de rodízio no abastecimento de água. Caso seja eleito, o socialista promete isentar da tarifa básica da Compesa as famílias de baixa renda que moram em áreas afetadas pela falta de abastecimento regular.

De acordo com a proposta, o benefício será destinado aos consumidores enquadrados na Tarifa Social que utilizam até 15 mil litros de água por mês. João Campos defende que a população não deve ser obrigada a pagar pelo serviço quando não recebe água de forma contínua. Segundo ele, o objetivo é corrigir uma distorção enfrentada por milhares de pernambucanos que convivem com o racionamento.

Na justificativa apresentada, o pré-candidato afirma que há municípios onde a população passa até três dias por semana sem receber água nas torneiras. Mesmo assim, continua sendo cobrada a tarifa mínima de R$ 27,50 pelo abastecimento, além de outros R$ 27,50 referentes ao serviço de esgotamento sanitário. Ainda conforme os dados divulgados por João Campos, das cerca de 2 milhões de ligações residenciais de água existentes em Pernambuco, aproximadamente 580 mil pertencem à Tarifa Social, sendo que mais da metade dos consumidores enfrenta algum tipo de rodízio no fornecimento.

A proposta também contempla famílias que não estão inscritas no CadÚnico, desde que consumam até 10 mil litros de água por mês e residam em áreas submetidas ao rodízio. Nesses casos, a cobrança seria feita apenas pelo volume efetivamente consumido, sem a incidência da tarifa mínima. Segundo os cálculos apresentados pela equipe do pré-candidato, a medida poderá beneficiar cerca de 3 milhões de pessoas.

O impacto financeiro estimado da iniciativa é de aproximadamente R$ 231 milhões nas receitas da Compesa. De acordo com a nota divulgada pela campanha, a expectativa é de que esse custo diminua gradualmente à medida que o abastecimento de água seja universalizado, conforme estabelece o Marco Legal do Saneamento, cuja meta é garantir abastecimento contínuo e esgotamento sanitário para toda a população até 2033.

Ao defender a proposta, João Campos afirmou que o consumidor não pode continuar pagando como se estivesse recebendo um serviço integral quando permanece vários dias sem água. “O cidadão não pode continuar pagando como se estivesse recebendo um serviço completo quando passa vários dias sem água. Nossa proposta corrige essa distorção e coloca a população em primeiro lugar. Enquanto faltar água na torneira, a família que precisa mais terá uma compensação total na conta”, declarou o pré-candidato.